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O adeus de Masika

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De  Miguel Roque Dias
O adeus de Masika

<p>Disse que iria acabar por morrer assassinada por defender os direitos das mulheres na República Democrática do Congo mas foram problemas relacionadas com a malária que acabaram por matá-la.</p> <p>Rebecca Masika Katsuva, mais conhecida apenas por “Masika”, morreu a 2 de fevereiro, aos 49 anos.</p> <p>Durante anos, centenas de mulheres violadas e rejeitadas pela família procuravam refúgio na associação <span class="caps">APDUD</span>, sigla em francês de Association des Personnes Desherites Unies pour le Development (Associação de Pessoas Deserdadas Unidas para o Desenvolvimento, em tradução livre), em Minova, na província de Kivu.</p> <p>Era aqui que Masika acolhia as mulheres violadas por grupos armados do Congo e muitas crianças frutos dessas agressões.</p> <p>Também Masika foi, em 1998, vítima de violação, depois de ver o marido ser brutalmente assassinado. Viu ainda as duas filhas e a irmã mais nova serem abusadas. Apesar do horror e do desespero, esta mulher não deixou de lutar e criou a associação.</p> <p>Durante anos lutou pelo direito das mulheres e pelos Direitos Humanos, contra grupos armados e contra o sistema do país que permite que depois de dois dias presos, os agressores “estejam livres, a passear” e é “o ativista que é ameaçado”, como referiu numa <a href="http://pt.euronews.com/2012/04/27/vejo-me-como-se-ja-estivesse-morta-masika-responsavel-pela-associacao-apdud-/">reportagem</a> transmitida pela euronews em 2012.</p> <p>Masika morreu mas o seu legado perdura. Como costumava dizer: “mesmo nas piores circunstâncias a esperança nunca morre”.</p> <blockquote class="twitter-tweet" data-lang="en"><p lang="en" dir="ltr">Remembering Rebecca <a href="https://twitter.com/hashtag/Masika?src=hash">#Masika</a>: “even in the most difficult situations, hope never dies” <a href="https://t.co/qC1kYtlrvH">https://t.co/qC1kYtlrvH</a> <a href="https://twitter.com/hashtag/DRC?src=hash">#DRC</a> <a href="https://t.co/5FZ89uV1jv">pic.twitter.com/5FZ89uV1jv</a></p>— Front Line Defenders (@FrontLineHRD) <a href="https://twitter.com/FrontLineHRD/status/696661335975837697">February 8, 2016</a></blockquote> <script async src="//platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script> <blockquote class="twitter-tweet" data-lang="en"><p lang="en" dir="ltr">Remembering Rebecca <a href="https://twitter.com/hashtag/Masika?src=hash">#Masika</a>: “even in the most difficult situations, hope never dies” <a href="https://t.co/qC1kYtlrvH">https://t.co/qC1kYtlrvH</a> <a href="https://twitter.com/hashtag/DRC?src=hash">#DRC</a> <a href="https://t.co/5FZ89uV1jv">pic.twitter.com/5FZ89uV1jv</a></p>— Front Line Defenders (@FrontLineHRD) <a href="https://twitter.com/FrontLineHRD/status/696661335975837697">February 8, 2016</a></blockquote> <script async src="//platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script> <p><strong>Pode assistir a alguns vídeos sobre Masika e a sua história em:</strong> </p> <p><strong>Em francês</strong> </p> <iframe width="560" height="315" src="https://www.youtube.com/embed/o6qhKaTbRRc" frameborder="0" allowfullscreen></iframe> <p><strong>Em Inglês</strong></p> <iframe width="560" height="315" src="https://www.youtube.com/embed/mgAt4Ja39lI" frameborder="0" allowfullscreen></iframe>