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Os frutos amargos da "Primavera Árabe" no Bahrein

O Bahrein assinala, este domingo, o quinto aniversário de uma “Primavera árabe” sem frutos para a oposiçao xiita. Dezenas de pessoas ousaram sair à

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Os frutos amargos da "Primavera Árabe" no Bahrein

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O Bahrein assinala, este domingo, o quinto aniversário de uma “Primavera árabe” sem frutos para a oposiçao xiita.

Dezenas de pessoas ousaram sair à rua em várias aldeias do país, desafiando a proibição expressa das autoridades com uma campanha de “desobediência civil” de três dias.

Na pequena ilha de Sitra, as manifestações foram violentamente reprimidas pela polícia quando há notícia de pelo menos duas pessoas detidas.

Os protestos, que deverão prosseguir até domingo, decorreram de forma pacífica noutras localidades do país.

“Cinco anos depois continuamos firmes e a prova é que os jovens continuam a resistir”, afirma uma manifestante.

Segundo a “Amnistia Internacional”=http://www.amnestyusa.org/news/press-releases/hopes-for-justice-and-reform-fading-five-years-since-2011-uprising-in-bahrain , desde a repressão dos protestos de 2011 que a maioria xiita continua a ser alvo de tortura, detenções arbitrárias e perseguição por parte da minoria sunita que controla o poder.

Em paralelo, as violações dos direitos humanos, denunciadas em 2011, continuam sem ser investigadas apesar da criação de uma comissão de inquérito.

Uma situação que está longe de reconciliar as duas comunidades do país. Se a oposição afirma-se pronta a negociar, o governo prefere falar de um, “plano de reformas em curso”.