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Atentado de Ancara: Davutoglu exige YPG reconhecidas como grupo terrorista

O primeiro-ministro turco revelou esta quinta-feira de manhã a identidade do principal suspeito pelo atentado de quarta-feira, em Ancara, que

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Atentado de Ancara: Davutoglu exige YPG reconhecidas como grupo terrorista

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O primeiro-ministro turco revelou esta quinta-feira de manhã a identidade do principal suspeito pelo atentado de quarta-feira, em Ancara, que provocou 28 mortos e mais de 60 feridos. Ahmet Davutoglu garantiu ter provas fortes da responsabilidade direta das milícias YPG, o braço armado PYD, o principal partido do Curdistão sírio, na realização do ataque.

Na origem da explosão terá estado um presumível bombista suicida identificado como Salih Neccar, um cidadão sírio que, de acordo com o jornal turco pró-governo Yeni Safak, terá entrado no país como refugiado.

Ahmet Davutoglu aponta o dedo ao YPG mas também ao Partido de União Democrática (PYD). O chefe de Governo turco pediu aos aliados na luta contra o terrorismo que passem a ver ambos como grupos terroristas, à imagem do turco PKK (Partido dos Trabalhadores Curdos), e não apenas como pate da oposição ao Presidente da Síria, Bashar al-Assad.

“De onde vêm e como se organizam, eu não vos vou dizer, mas nós sabemos tudo e estamos dispostos a partilhar a informação com todos os países. Vou instruir o ministro dos Negócios Estrangeiros para que todos os documentos sejam distribuídos, com prioridade para os 5 membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU. Vamos provar a quem diz que o YPG não é uma organização terrorista que eles, de facto, o são. E depois esperamos receber a forte solidariedade de todos”, afirmou Ahmet Davutoglu, numa comunicação efetuada a partir do quartel-general, em Ancara, próximo ao local do atentado de quarta-feira.

Erdogan insiste na responsabilidade do PYD

O presidente da Turquia também abordou esta quinta-feira de manhã o atentado de Ancara. Recep Tayyp Erdogan atualizou para 14 o número de suspeitos detidos por alegada ligação ao ataque de quarta-feira (eram 9, de acordo com Davutoglu) e garantiu que o PYD também estará envolvido, embora o líder da principal força política do Curdistão sírio o negue.

A identificação do alegado bombista suicida, o sírio Salih Neccar, terá sido possível pelas impressões digitais registadas à entrada no país como refugiado. O carro utilizado no ataque — acescentou o jornal Yeni Safak— teria sido alugado há duas semanas em Izmir, no leste do país, a cerca de seiscentos quilómetros de Ancara.

Já esta quinta-feira de manhã, entretanto, uma coluna de veículos militares turcos foi atingida por uma outra explosão em Diarbakyr, no sul do país. Pelo menos seis pessoas morreram e uma outra ficou ferida neste novo ataque contra as forças de segurança turcas.