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Cessar-fogo na Síria: ONU e Turquia otimistas mas de pé atrás

As Nações Unidas receberam com otimismo a notícia do acordo de cessar-fogo na Síria estabelecido entre a Rússia, que apoia o atual regime sírio, e os

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Cessar-fogo na Síria: ONU e Turquia otimistas mas de pé atrás

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As Nações Unidas receberam com otimismo a notícia do acordo de cessar-fogo na Síria estabelecido entre a Rússia, que apoia o atual regime sírio, e os Estados Unidos, que apoiam a oposição e o afastamento do Presidente Bashar al-Assad.

O líder da Comissão Independente da ONU para a Síria, o tailandês Vitit Muntarbhorn, tem esperança que os “todos os três elementos [inerentes ao acordo] sejam bem implementados, tendo em mente que, para a ONU, o acesso humanitário a áreas sitiadas, e também a libertação daqueles que estão detidos de forma arbitrária, como mulheres e crianças, é incondicional”. “Estes elementos não estão à condição. Deve ser implementado de imediato o acesso às áreas sitiadas e a libertação de mulheres, crianças e idosos”, reforçou o responsável da ONU.

(Secretário-geral da ONU enaltece o pacto de cessação de hostilidades na Síria como “um sinal de esperança.)

Em comunicado, também o Secretário-geral da ONU enalteceu o acordo. Ban Ki-Moon espera ver o cessar-fogo respeitado e que represente “um passo em frente para a implementação da resolução 2254, de 2015, que deu à ONU um papel de destaque em juntar as partes opostas para negociar uma transição política, propondo um prazo para um cessar-fogo, uma nova Constituição e eleições.”

Na Turquia, o anúncio de tréguas na vizinha Síria foi recebido igualmente com otimismo. Ancara espera agora que sobretudo a Rússia pare com os bombardeamentos. “Esperamos que este cessar-fogo seja para continuar. Que ninguém tente prosseguir com os raides aéreos e a matar inocentes enquanto o cessar-fogo se mantiver. Esperamos que todos os grupos na Síria, incluindo a oposição moderada, participem na reconstrução do país no final destas negociações que se deverão manter por mais seis meses”, afirmou Numan Kurtulmuş, vice-primeiro-ministro turco.

(A Turquia enaltece o cessar-fogo na Síria e quer ver um fim dos bombardeamentos russos que matam civis, afirma o vice-primeiro-ministro turco.)

A Síria vive em conflito há cinco anos, inflamado, em boa parte, pela agressiva ascensão de grupos terroristas. As operações antiterroristas no país não estão incluídas no acordo de cessar-fogo, o que deverá permitir que os raides aéreos se mantenham sobre determinados alvos quando considerados posições de grupos reconhecidos como terroristas, por exemplo, afetos à Frente al-Nusra ou ao “Daesh”, o grupo Estado Islâmico.