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Ritual xamanista da Coreia do Sul apresentado em Budapeste e Paris

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Ritual xamanista da Coreia do Sul apresentado em Budapeste e Paris

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Na ilha Jindo, na Coreia do Sul, as tradições xamanistas mantêm-se presentes há vários séculos e têm sido renovadas graças ao teatro. Quando alguém

Na ilha Jindo, na Coreia do Sul, as tradições xamanistas mantêm-se presentes há vários séculos e têm sido renovadas graças ao teatro.

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Tendo em conta tudo o que se passa hoje em dia, é muito importante compreender o outro, que é diferente de nós. Esse outro diferente de mim ajuda-me a conhecer-me a mim próprio. O caminho para nós mesmos, para o conhecimento do nosso ser, passa pelo outro, que é diferente.

Quando alguém morre, o ritual xamanista pretende libertar a alma, na viagem para o outro mundo. O ritual sul-coreano divide-se em três partes. Em primeiro lugar, os fantasmas das pessoas mortas na família são convocados através de canções. A alma que está de partida é libertada das amarguras e do ressentimento. E, por fim, uma mulher xamã restaura a harmonia da comunidade.

A tradição da Ilha de Jindo foi recentemente apresentada ao público europeu, durante o Festival Internacional de Teatro de Budapeste.

“O ritual xamanista Ssiitgimut tem perdurado ao longo de séculos e foi adaptado ao teatro há duas décadas. Graças à música e às canções o público pode sentir este ritual e ultrapassar a barreira da língua”, explicou Kim Sun-kook, diretor artístico do Teatro do Xamanismo da Coreia do Sul.

Antes do espetáculo de Budapeste, o grupo sul-coreano subiu ao palco em Paris, na Casa das Culturas do Mundo.

“Trata-se de aprender a conhecer o outro que é diferente. Tendo em conta tudo o que se passa hoje em dia, é muito importante compreender o outro, que é diferente de nós. Esse outro diferente de mim ajuda-me a conhecer-me a mim próprio. O caminho para nós mesmos, para o conhecimento do nosso ser, passa pelo outro, que é diferente”, sublinhou Arwad Esber, diretora da Casa das Culturas do Mundo.