Última hora

Última hora

Líder xiita no Iraque: "Ou estes políticos corruptos saem ou o governo é derrubado"

Os manifestantes xiitas antigoverno que este sábado invadiram o Parlamento do Iraque, em Bagdade, começaram a abandonar o local depois de ali terem

Em leitura:

Líder xiita no Iraque: "Ou estes políticos corruptos saem ou o governo é derrubado"

Tamanho do texto Aa Aa

Os manifestantes xiitas antigoverno que este sábado invadiram o Parlamento do Iraque, em Bagdade, começaram a abandonar o local depois de ali terem permanecido horas a protestar de forma pacífica. A intervenção clandestina terá sido motivada por um apelo à ação do líder religioso xiita Moqtada al-Sadr, que exige a implementação da reformulação do governo prometida pelo primeiro-ministro, mas cuja votação os deputados parecem insistir em retardar.

(Seguidores de Al-Sadr invadem Zona Verde de Bagdade, a crise política agrava-se.)

No final da tarde deste sábado, fiéis de Moqdata al-Sadr e o próprio primeiro-ministro, Haidar al-Abadi, apelaram aos manifestantes para abandonar o parlamento. A invasão foi o culminar de uma manifestação que começou por cingir-se a uma concentração nas imediação das Zona Verde da capital, um perímetro normalmente fechado ao público, mas que, este sábado, 12 anos depois, voltou a abrir-se ainda que de forma furtiva.

Numa comunicação ao final do dia, Moqtada al-Sadr insistiu na mudança do governo prometida pelo primeiro-ministro: “Ou estes políticos corruptos saem ou o governo é derrubado sem exceções pelo povo. Estou aqui hoje para tomar o lado do povo e somente o lado do povo. Vou deixar de falar com políticos, à exceção daqueles que também querem mudar as coisas. Estou à espera da revolução do povo.”

De acordo com a televisão Rudaw, sediada no Curdistão iraquiano, cerca de 70 deputados curdos e sunitas abandonaram Bagdade rumo a Erbil, no norte do país. Alguns dos parlamentares curdos dizem ser hora do Curdistão cortar o vínculo com o Iraque.

Em comunicado, a União Europeia condenou a invasão do parlamento e sugeriu ter-se tratado de uma perturbação deliberada do processo democrata em curso no Iraque.

(O ataque ao Parlamento do Iraque e os protestos em Bagdade
arriscam desestabilizar ainda mais a situação, diz a Federica Mogherini.)