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Chefe da polícia de Londres diz que o Reino Unido corre sérios riscos de sofrer atentado

Bernard Hogan-Howe, o chefe da Polícia Metropolitana de Londres diz que o Reino Unido corre sérios riscos de vir a sofrer um atentado terrorista.

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Chefe da polícia de Londres diz que o Reino Unido corre sérios riscos de sofrer atentado

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O chefe da Polícia Metropolitana de Londres diz que o Reino Unido corre sérios riscos de vir a sofrer um atentado terrorista.

Para Sir Bernard Hogan-Howe, o reforço de 600 agentes armados não será suficiente para impedir um novo ataque. O chefe da polícia metropolitana de Londres deu a conhecer a sua posição numa coluna de um jornal britânico.

Para Hogan-Howe, os recentes atentados na Europa, especialmente o ataque com um camião, dia 14 de julho, durante as celebrações da Tomada da Bastilha, na cidade francesa de Nice, deveriam funcionar como um aviso para as autoridades do Reino Unido, assim como as tentativas de atentados recentemente abortadas pelas autoridades nacionais.

O nível de ameaça terrorista tem sido considerado “elevado” desde 2014. É o segundo nível mais elevado, o que significa que um ataque é altamente provável.

O chefe da polícia metropolitana recordou ainda as duas tentativas de atentados que foram impedidas pelas autoridades desde o assassinato do soldado Lee Ribgy, em 2013, como a tentativa de ataque a soldados no leste de Inglaterra e uma segunda tentativa na região oeste da capital britânica.

O chefe da polícia de Londres congratulou-se, por outro lado, pela forma de vida em sociedade que caracteriza o Reino Unido, uma “nação que aceita as diferenças,” o que faz daquele um país mais seguro.

Para Hogan-Howe, o Reino Unido não trata os milhões cidadãos britânicos muçulmanos que existem de forma diferente por causa dos ataques jihadistas, supostamente cometidos em nome do Islão, até porque “os seus valores e a sua fé fazem com que rejeitem os terroristas e o ódio que representam.”

Por último, Hogan-Howe disse ainda que o Reino Unido poderia vir a beneficiar de leis de porte e compra de armas mais estritas, que fariam mais difícil que potenciais terroristas tivessem acesso a armas necessárias para cometer atentados da magnitude, por exemplo, dos atentados de Paris de 2015.