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Liga NOS, J3: Vitória categórica frente ao Porto deixa Sporting isolado na liderança

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Liga NOS, J3: Vitória categórica frente ao Porto deixa Sporting isolado na liderança

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  • Slimani reforça tendência para marcar em clássicos
  • Marega bisou e é o melhor marcador
  • Belenenses, Marítimo e Rio Ave estrearam-se a vencer


O Sporting isolou-se no comando da Liga Portuguesa depois de levar de vencida o FC Porto no primeiro clássico da temporada. A equipa leonina é agora a única que soma por vitórias os encontros efetuados e segue com dois pontos de vantagem sobre Benfica, Braga e Setúbal.

O duelo de Alvalade começou a todo o gás e ficou resolvido na primeira meia hora de jogo. Tal como tinha acontecido no Olímpico de Roma, na terça-feira, Felipe lançou um balde de água gelada sobre os adeptos da equipa da casa ao abrir o marcador aos oito minutos. No entanto as semelhanças com a vitória portista na capital italiana ficam por aí.

O Sporting nunca se deixou descontrolar e rapidamente tomou conta das operações. Não demorou muito a restabelecer a igualdade, apenas seis minutos. Islam Slimani, à matador, fez provavelmente o seu último golo com a camisola verde-e-branca em Alvalade. Pelo menos as lágrimas no final do encontro tinham ar de despedida.

Não se pode dizer que tenha sido um grande espetáculo de futebol, mas se há coisa que os 49.399 espetadores presentes não se podem queixar é de falta de emoção (pelo menos nos primeiros trinta minutos). Os golos não vieram alterar o ritmo frenético a que se jogava e qualquer uma das equipas podia ter chegado ao golo. A estrela sorriu a Gelson Martins, que estabeleceu o 2-1 final aos 26 minutos.

Pouco depois, André André acertou de raspão no poste… e acabou. Durante uma hora, o Sporting dominou categoricamente e se é verdade que não arriscou um milímetro em busca do terceiro golo, não é menos verdade que o Porto nunca esteve perto do empate. Podia ter acontecido, num ou outro lance fortuito, mas não teria sido justo.


Benfica sofre mas passa na Choupana

O Benfica regressou às vitórias mas precisou de se aplicar a fundo para conquistar os três pontos frente ao Nacional. O infeliz Ali Ghazal teve um jogo para esquecer, começou por colocar os encarnados em vantagem ao marcar na própria baliza e acabou por sair de maca depois de se ter lesionado no lance dos segundo golo do Benfica. Carrillo foi o marcador, naquele que foi o seu primeiro golo na sua nova equipa.


Pelo meio, Tobias Figueiredo tinha empatado. Os madeirenses procuravam repetir a proeza quando Raúl Jiménez, isolado, fez o 3-1 final. O Nacional segue na cauda da tabela, ainda sem pontos conquistados, e com a companhia do Estoril.

A equipa canarinha também foi derrotada em casa por 3-1. O Sporting de Braga, com Rafa na bancada, não sentiu grandes dificuldades para conquistar os três pontos na Amoreira. Pedro Santos continua em grande forma nos bracarenses e foi ele que abriu o ativo com mais um grande golo.

O Vitória de Setúbal confirmou o excelente início de temporada com uma vitória por 2-0 frente ao europeu Arouca. João Amaral e André Claro foram os marcadores de serviço na equipa de José Couceiro.

A chuva de golos veio de Guimarães, onde o Vitória se impôs ao Paços de Ferreira por 5-3. Marega bisou e subiu à liderança da lista de melhores marcadores com três golos em outros tantos jogos. Apesar da passagem para esquecer pelo FC Porto, o maliano parece disposto a mostrar por que motivo os dragões o contrararam.

No Bessa, também não faltaram golos, quatro no total com Boavista e Chaves a dividirem os pontos. Os axadrezados ainda não perderam, os flavienses também não, mas também não ganharam. Em Moreira de Cónegos, a primeira derrota do Moreirense foi também a primeira vitória do Marítimo. Fransérgio marcou o tento solitário.

Em Tondela também houve vitória dos forasteiros pela margem mínima, Sturgeon marcou para o Belenenses. Em Vila do Conde, um golo de Rafa ao cair do pano valeu os três pontos para o Rio Ave frente ao Feirense.

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Destaque da semana

Gelson Martins

Não se pode dizer que tenha sido o melhor jogador em campo no clássico mas sem ele, dificilmente o Sporting conquistava os três pontos. O extremo esteve nos dois golos, no primeiro rematou para a defesa incompleta de Casillas e fez ele mesmo o gosto ao pé no segundo. Está longe de ser um jogador feito mas o talento está todo lá. Mais importante, deixou bem claro que com a saída de João Mário para o Inter, o lado direito do ataque leonino tem mesmo de ser dele.

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