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Birmânia: Kofi Annan indesejado pela minoria rohingya no estado de Rakhine

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Birmânia: Kofi Annan indesejado pela minoria rohingya no estado de Rakhine

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Centenas de budistas nacionalistas protestaram hoje na Birmânia contra a presença de Kofi Annan, na qualidade de Comissário da Comissão Consultiva do estado de Rakhine.

Annan começa uma visita ao oeste do país, sacudido por um conflito religioso que obrigou à fuga de dezenas de milhares de membros da minoria rohingya.

Aproximadamente 120 mil indivíduos de minoria apátrida,que as Nações Unidas considera uma das mais perseguidas do planeta, vivem em 67 acampamentos e sofrem todo o tipo de restrições desde o surto de violência sectária em 2012 entre esta minoria muçulmana e a maioria budista da região, que causou pelo menos 160 vítimas mortais.

Aung do que Wai, membro do Partido Nacional Arakan explica: “A República da União de Mianmar é um país que tem a sua própria soberania. Como esse tipo de país, achamos inaceitável que esta comissão seja formada por pessoas de fora.”

À saída do aeroporto de Sittwe, capital do estado de Rakhine, os manifestantes empunhavam cartazes com as frases “Não a uma comissão dirigida por Kofi” e “Não à intervenção tendenciosa de estrangeiros nos assuntos do estado Rakhine”.

Kofi Annan, Comissário da Comissão Consultiva do estado de Rakhine declarou: “Para construir o futuro, as duas principais comunidades têm de ir além de décadas de desconfiança e encontrar maneiras de abraçar os valores partilhados da justiça e da equidade. Em última análise, o povo do estado de Rakhine deve traçar seu próprio caminho. Estamos aqui para ajudar e fornecer ideias e conselhos “.

Rakhine acolhe a esmagadora maioria da comunidade rohingya – minoria que vive na Birmânia (Myanmar) há séculos mas cujos membros não são reconhecidos como cidadãos birmaneses nem como imigrantes bengalis.

Kofi Annan, que se comprometeu a ser imparcial na sua abordagem vai encontrar-se com os líderes de Rakhine e visitar os acampamentos.

No entanto, o maior grupo político da região, o Partido Nacinal Arakan, já rejeitou a possibilidade de se encontrar com o antigo secretário-geral da ONU.

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