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Tribunal britânico decide extraditar hacker para os EUA

O tribunal de Westminster, em Londres, decidiu extraditar para os Estados Unidos Lauri Love, um inglês acusado de ter pirateado o sistema informático do governo…

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Tribunal britânico decide extraditar hacker para os EUA

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O tribunal de Westminster, em Londres, decidiu extraditar para os Estados Unidos Lauri Love, um inglês acusado de ter pirateado o sistema informático do governo americano.

Lauri Love tem 14 dias para contestar a decisão junto do Supremo Tribunal de Justiça. Planeia também recorrer ao Tribunal Europeu dos Direitos Humanos.

“Agradeço à juiz ter-nos dado a oportunidade de ganhar numa instância superior de justiça, e de assim estabelecer um precedente mais forte. Esta decisão contribui para garantir uma melhor justiça”, disse Lauri Love à saída do tribunal. “Infelizmente, eu e a minha família teremos de passar por mais seis meses ou um ano de combate legal.”

Lauri Love sofre do síndrome de Asperger, uma forma de autismo, e teve vários períodos de depressão.

O pai diz que ele não sobreviveria à prisão. “É minha convicção que seria uma injustiça se um jovem psiquicamente frágil fosse afastado da família, que é a sua única rede de apoio, apenas para satisfazer o desejo dos americanos de executar nele o que sinto ser uma vingança”, disse Alexander Love, que é capelão na prisão de HMP Highpoint North.

Se for considerado culpado, Lauri Love incorre numa pena que pode ir até 99 anos de prisão e numa multa de 9 milhões de dólares.

Os Estados Unidos acusam-no de ter pirateado os sistemas informáticos da Reserva Federal, do FBI, da NASA e do exército americano.

Os ataques informáticos de que é acusado estariam ligados à campanha do movimento Anonymous “Operation Last Resort”, na sequência da morte do ativista e pirata informático Aaron Swartz, que se suicidou depois de ter sido condenado a 35 anos de prisão.