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Rússia suspende "pacto plutónio" e relança clima de guerra fria


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Rússia suspende "pacto plutónio" e relança clima de guerra fria

A Rússia suspendeu, esta segunda-feira, unilateralmente, o chamado “pacto plutónio”, concluído em 2000, com os Estados Unidos.

Moscovo justifica o decreto de suspensão com as “ações inamistosas” de Washington em relação à Rússia.

Para retomar o acordo – que prevê a reciclagem de dezenas de toneladas de plutónio provenientes de ogivas nucleares – Moscovo impõe condições.

A começar pelo fim das sanções que os Estados Unidos infligiram à Rússia – por diversas razões mas também pela anexação da Crimeia – e pela respetiva indemnização das perdas causadas por essas mesmas sanções.

A Rússia quer igualmente que os Estados Unidos reduzam as infraestruturas e as tropas presentes nos países do Leste da Europa, antigos satélites ou mesmo ex-repúblicas soviéticas que, entretanto, aderiram à NATO.

O decreto – já assinado pelo presidente russo, mas que carece ainda da aprovação parlamentar – prevê igualmente que Washington anule o chamado “Magnitsky Act” – a legislação norte-americana que prevê sanções contra todos os cidadãos russos suspeitos de implicação na morte do advogado Serguei Magnitsky, símbolo da luta anticorrupção.

O “pacto plutónio” integra-se na luta contra a proliferação de armas nucleares mas, na prática, nunca foi aplicado. Em 2010, Moscovo e Washington assinaram um protocolo adicional para o tornar efetivo a partir de 2018.

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