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A receita do sucesso segundo Gérard Houiller

Gérard Houiller é uma das velhas raposas do futebol europeu.

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A receita do sucesso segundo Gérard Houiller

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Gérard Houiller é uma das velhas raposas do futebol europeu. Aos 69 está afastado dos bancos por motivos de saúde mas nem por isso deixa o desporto rei e atualmente é conselheiro do Olympique Lyonnais. O antigo treinador do Liverpool e da seleção francesa esteve à conversa com a euronews durante a Sportel, no Mónaco, e garante que não vive de memórias:

“Não acordo a meio da noite a pensar no passado, às vezes acordo mas a pensar no futuro. Penso que a nostalgia é uma doença que surge a quem não está satisfeito com o presente. Sou uma pessoa positiva e não penso no que já passou.”

Vencedor de cinco troféus numa temporada com o Liverpool (2000/01), Houiller sabe bem o que é preciso para ter sucesso:

“Se considerarmos que um treinador de sucesso é aquele que leva uma equipa a vencer troféus ou campeonatos, nesse caso, sinto-me privilegiado por fazer parte desse lote. Um treinador de sucesso precisa de bons resultados e um pouco de sorte.

O treinador moderno precisa de combinar três fatores: o primeiro, conhecimento. Sobretudo agora com as análises vídeo e toda a informação disponível. Toda a gente conhece melhor o futebol, o treinador tem de ser um especialista.

Além disso, precisa também de ser forte nos relacionamentos humanos, os aspetos psicológicos desempenham um papel importante. Tem de saber comunicar, treinar os aspetos mentais. Por vezes é preciso dar confiança a um jogador ou proporcionar estabilidade durante um momento de crise, por exemplo.

E por fim, é importante dominar a parte estratégica. Um treinador precisa de um plano, uma visão e uma forma para chegar lá.”

No entanto a carreira de Houiller como treinador nem sempre foi um mar de rosas. O francês conheceu alguns fracassos, como a qualificação falhada da França para o mundial de 1994. O tempo passa, a mágoa nem por isso:

“Há alguns, não muitos, mas dois ou três momentos de viragem na carreira e que nos tornam mais fortes. Obrigam-nos a analisar as causas do fracasso e sabemos que da próxima vez, há oportunidades que não podemos falhar.

Não vou dizer que momentos foram esses, guardo-os para mim. Não gosto de insistir nos maus momentos para não me deixar afetar, mas há um ou dois e claro que falhar a qualificação para o Campeonato do Mundo foi um deles. Acontece.”