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Rivais de direita: Alain Juppé e François Fillon


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Rivais de direita: Alain Juppé e François Fillon

François Fillon e Alain Juppé, dois antigos primeiros ministros franceses e dois nomes bem conhecidos na cena política de França. Um deles será o próximo candidato presidencial da direita.

François Fillon, apelidado de “Margaret Thatcher” esteve no governo de Nicolas Sarkozy. O eurodeputado francês, de 62 anos, foi o vencedor surpresa na primeira ronda do último fim de semana.

O seu rival, Alain Juppé, de 71 anos, era chefe do governo de Jacques Chirac. Atualmente em exercício na câmara da cidade de Bordéus, opôs-se recente à proibição do burkini, apelando à união e não à exclusão.

Ambos têm opiniões semelhantes nalguns pontos centrais, mas diferem nalgumas questões sobre a política externa, particularmente sobre as relações com Moscovo: “diria ao Sr. Putin que os acordos de Minsk precisam de ser aplicados de boa fé, para restabelecer a concórdia nacional e a paz na Ucrânia. E, nessa altura, levantaremos as sanções”, disse Alain Juppé.

Fillon é considerado como sendo mais próximo de Moscovo e criticou os membros da NATO por se aproximarem das fronteiras da Rússia: “considero absurdas as políticas levadas a cabo por François Hollande nos últimos quatro anos relativamente à Rússia. Fazem com que a Rússia assuma uma postura mais dura, em direção ao isolamento”.

Alain Juppé insiste na necessidade de reformar a União Europeia para a tornar “menos burocrática”. Fillon defende a criação de um governo da zona do euro e a redução do poder da Comissão Europeia.

Fillon quer eliminar 500 mil postos de trabalho na função pública. Juppé pretende cortar metade deste número. Juppé propôs aumentar a semana de trabalho para 39 horas em relação às 48 horas propostas por Fillon. Fillon pretende aumentar o IVA para 22%, um ponto percentual a mais que Juppé. Quanto aos cortes na despesa: Fillon promete 100 milhões de redução nos gastos públicos, enquanto Juppé fala de um número entre os 85 e os 100 mil milhões.

Relativamente aos valores, Fillon pretende uma revolução conservadora. Embora seja contra o aborto e contra o casamento gay – a título pessoal – disse que não vai legislar contra. Juppé também não: já que defende ambos e considera que não lhe cabe avaliar os aspetos da vida privada das pessoas. Dois programas conservadores que vão ser decididos nas urnas.

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