Síria: Tropas de al-Assad controlam grande parte de Alepo

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De  Euronews
Síria: Tropas de al-Assad controlam grande parte de Alepo

<p><strong>Com <span class="caps">EFE</span> e <span class="caps">AFP</span></strong></p> <p>Na Síria, oficiais do exército do presidente <a href="http://www.biography.com/people/bashar-al-assad-20878575">Bachar al-Assad</a>, apoiados por <a href="http://pt.euronews.com/2016/10/05/russia-envia-missil-s-300-para-a-siria">forças russas</a> e <a href="http://pt.euronews.com/2016/08/17/russia-usa-irao-para-lancar-ataques-na-siria">milícias chiitas iranianas</a> e libanesas tomaram o centro histórico de Alepo, <a href="http://whc.unesco.org/en/list/21">patrimonio da humanidade da <span class="caps">UNESCO</span></a> </p> <p>Os rebeldes perderam entre <strong>70 a 75%</strong> do território nos últimos 10 dias a favor das tropas do Governo Sírio.</p> <p>Foi a <strong>mais importante vitória para al-Assad</strong> em seis anos de guerra. </p> <p>O exército sírio lançou a ofensiva no passado dia 15 de novembro, com ataques descritos pelos jornalistas no terreno como <strong>os mais destruidores</strong> dos últimos meses. </p> <p>O exército sírio poderia vir a tomar a parte <strong>leste da cidade de Alepo</strong>, uma das mais importantes cidades sírias e capital económica do país até ao início da guerra civil.</p> <p>A <a href="http://sana.sy/en/?p=95466"><span class="caps">SANA</span></a>, agência de noticias Estatal síria, diz que morreram 12 pessoas nos últimos dias de ofensiva.</p> <p>O problema, para as tropas de Damasco e seus aliados, na tomada de Alepo, são <a href="http://pt.euronews.com/2016/10/12/siria-bombardeamentos-matam-civis-em-alepo">os milhares de residentes</a>, civis presos entre frentes de batalha.</p> <p>Civis que continuam a tentar escapar. </p> <p>Foram mais de 30 mil só na semana passada a deixar Alepo, dizem as Nações Unidas, que fala em centenas feridos. </p> <p>E, para piorar a situação, falta assistência médica básica, falta água potável e falta comida a todos os que deixaram as suas casas.</p> <p>Mas os problemas não acabam aqui.</p> <p>Os rebeldes de Alepo querem que os civis que deixem Alepo sejam transportador para norte da cidade, nas zonas de campo.</p> <p>No entanto, Moscovo prefere que fiquem na província de Idlib, zona dominada pelos islamistas da Fatah al-Sham, antiga al-Nusra, que, por outro lado, tem sido alvo de violentos ataques das tropas russas.</p> <p>Os rebeldes propuseram a Moscovo uma trégue de cinco dias por razões humanitárias.</p> <p>Vários Governos Ocidentais fizeram o mesmo, alertando para o que definem como “situação catastrófica” em Alepo. </p> <p>O secretário de Estado dos Estados Unidos, John Kerry e o Ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Sergei Lavrov, encontraram-se em Hamburgo esta quarta feira, à margem de uma reuniao da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa, a <span class="caps">OSCE</span>. </p> <p>Discutiram o cessar fogo de cinco dias pedido por rebeldes e varios governos ocidentais, sem chegar a acordo. <br /> <strong>Bashar al-Assad diz que vitória em Alepo é “fundamental”</strong> <br /> O presidente Bashar al-Assad insiste na necessidade de controlar a totalidade de Alepo, considerando que uma vitória no terreno é “fundamental para o fim da guerra na Síria.”</p> <p>O presidente sírio ignorou os apelos dos rebeldes em Alepo e da Comunidade Internacional.</p> <p>Desde o início da guerra civil na Síria, em março de 2011, já morreram mais de 300 mil pessoas, quanto mais de metade da população do país deixou as zonas de combate. <br /> <blockquote class="twitter-tweet" data-lang="pt"><p lang="pt" dir="ltr">Assad: vitória em Aleppo será 'grande passo rumo ao fim' da guerra na Síria<a href="https://t.co/mhaxzP3jnb">https://t.co/mhaxzP3jnb</a><a href="https://twitter.com/hashtag/AFP?src=hash">#AFP</a> via <a href="https://twitter.com/UOL"><code>UOL</a> <a href="https://t.co/OkxYY2xWq5">pic.twitter.com/OkxYY2xWq5</a></p>&mdash; AFP Brasil (</code>AFPBrasil) <a href="https://twitter.com/AFPBrasil/status/806606372989239296">7 de dezembro de 2016</a></blockquote> <script async src="//platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script> <br /> </p>