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Obama proíbe exploração de hidrocarbonetos no Ártico e no Atlântico

A exploração de hidrocarbonetos no Ártico e no Atlântico é partir de agora proibida nos Estados Unidos, Donald Trump está de mãos atadas.

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Obama proíbe exploração de hidrocarbonetos no Ártico e no Atlântico

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A exploração de hidrocarbonetos no Ártico e no Atlântico é partir de agora proibida nos Estados Unidos, Donald Trump está de mãos atadas.

Antes de abandonar a Casa Branca, Barack Obama decidiu deixar um legado ambiental e avançou com a proibição que vai ser completada com uma ação idêntica do Canadá.

No Oceano Atlântico, ao largo do Alasca, Obama interditou, de maneira permanente, qualquer novo furo em um pouco mais de 50 milhões de hectares, que incluem todas as águas dos EUA do Mar dos Tchouktches e uma grande parte das de Beaufort.

Do seu lado, o Canadá anunciou a interdição, de maneira permanente, de qualquer nova perfuração nas águas canadianas do Ártico, mas com a possibilidade de revisão de cinco em cinco anos.

O ainda presidente do norte-americano sustenta-se numa lei de 1953 que lhe dá garantias de que a decisão não pode ser revogada.

Apenas uma ação na justiça pode alterar a proibição.

A lei, a Outer Continental Shelf Lands Act, foi utilizada por cinco presidentes nos últimos 65 anos – entre os quais Dwight Eisenhower e Bill Clinton.

A legislação dá o poder de proteger as águas federais de toda e qualquer exploração de gás e petróleo.

A decisão de Obama, que fez da proteção do ambiente uma das grandes prioridades dos seus dois mandatos, deixa Donald Trump com poucas soluções.

Enquanto candidato, o futuro presidente americano tinha prometido expandir a exploração petrolífera ‘off-shore’, para lá de ter afirmado que iria acabar com a intrusão da Agência de Proteção do Ambiente (EPA, na sigla em Inglês) “na vida dos norte-americanos”.

Para a dirigir, designou Scott Pruitt, até agora ministro da Justiça do Estado do Oklahoma, que dirigiu uma batalha judicial para anular as regulamentações do governo de Barack Obama que visavam reduzir as emissões de gases com efeito de estufa por parte das centrais de carvão.