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Grécia e Turquia apelam a "atitude construtiva" de rivais cipriotas em Genebra


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Grécia e Turquia apelam a "atitude construtiva" de rivais cipriotas em Genebra

A presença do chefe de Governo da Grécia em Genebra, nas negociações para a reunificação da ilha de Chipre, apenas irá acontecer se existir, de facto, “vontade de se chegar a acordo e encontrar uma solução”, fez saber esta segunda-feira Alexis Tsipras.

Cipriotas turcos e cipriotas gregos voltaram a sentar-se à mesa, frente-a-frente, e procuram esbater na Suíça um atrito com quatro décadas. As negociações vão prolongar-se por três dias e na quinta-feira está prevista uma cimeira final onde é esperada a participação de três países mediadores, a Grécia (aliada dos cipriotas gregos), a Turquia (aliada dos cipriotas turcos) e o Reino Unido.

No último sábado, o Presidente turco Recep Tayyp Erdogan debateu com o Secretário-geral das Nações Unidas, o português António Guterres, e com a primeira-ministra britânica, Theresa May. Os três assumiram que a ronda negocial desta semana, em Genebra, pode ser um importante passo rumo a um entendimento final.

No domingo à noite, Erdogan terá conversado também, via telefone, com o primeiro-ministro grego Alexis Tsipras. Os dois líderes políticos, apoiantes diretos das partes em conflito, apelaram a uma atitude construtiva nestas negociações.

O conselheiro especial das Nações Unidas para o conflito no Chipre, o norueguês Espen Barth Eide, considera que, “se esta reunião resultar, será um acordo histórico para os cipriotas”.

“Há várias gerações que as duas partes vêm tentando resolver esta divisão da ilha. Um acordo iria enviar também um forte sinal para um mundo repleto de conflitos”, acrescentou o conselheiro da ONU.

Em Atenas, a euronews teve oportunidade de ouvir um antigo ministro dos Negócios Estrangeiros grego, com um profundo conhecimento deste histórico conflito. Evangelos Venizelos defende que “a continuidade da República de Chipre tem de ser salvaguardada.”

“É preciso encontrar uma solução que permita o crescimento económico para toda a ilha. O sistema anacrónico de garantias vem dos anos 60 e tem de ser abolido porque já é incompatível com o conceito de um moderno Estado-membro da União Europeia. A retirada das forças de ocupação turcas tem de ser também assegurado”, defendeu Venizelos.

Do lado turco, o ministro dos Negócios Estrangeiros garantiu que os cipriotas turcos nunca serão abandonados por Ancara. “Com o derrame de sangue a acontecer em muitos locais do mundo, a paz reina em Chipre e o motivo é a garantia proporcionada pela Turquia. Esta garantia não pode ser abandonada. Não vamos deixar sozinhos os cipriotas turcos”, prometeu Mevlut Cavuçoglu.


Uma nova tentativa de reunificar o Chipre

Stamatis Giannisis, o nosso correspondente em Atenas, lembra-nos que “desde a divisão da ilha de Chipre em 1974, a desconfiança tem marcado a relação entre a Grécia e a Turquia”. “Embora, desta vez, ambas as partes em disputa pareçam mais próximas que nunca na busca de uma solução, nada pode ainda garantir que o processo não volte à estaca zero”, avisa o nosso correspondente.

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