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Comprar uma empresa reforçando a sua competitividade

O processo de compra de uma PME é uma etapa que pode decidir tudo. O Business Planet dá a conhecer um sistema de transferência particularmente eficaz.

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Comprar uma empresa reforçando a sua competitividade

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Um em cada três processos de transferência de empresas termina num fracasso. Resultado: o desaparecimento anual de milhares e milhares de empregos. O processo de compra de uma PME é uma etapa que pode decidir tudo. O Business Planet foi até Barcelona para falar de um sistema de transmissão que funciona particularmente bem.

Transferência de empresas

  • Todos os anos, há cerca de 450 mil empresas a serem adquiridas por novos proprietários, o que representa cerca de 2 milhões de postos de trabalho. Um terço dos processos de transferência termina num fiasco empresarial. Isso traduz-se no desaparecimento teórico de 150 mil companhias e 600 mil empregos.
  • Uma transmissão bem-sucedida aumenta exponencialmente a taxa de sobrevivência de uma empresa, uma vez que já há uma carteira de clientes estabelecida, assim como produtos e práticas de trabalho.
  • A Reempresa começou a fornecer apoio a partir de 2011, tendo já orientado mais de 1200 processos, ajudando a preservar 3600 postos de trabalho. Tem também coordenado o projeto europeu “Engaging Users for Business Transfers” (EU4BT), financiado pelo programa COSME.

Ligações úteis

Há 4 anos viemos até Barcelona conhecer a Reempresa, um sistema de transferência de empresas particularmente eficaz. Agora regressámos para fazer um ponto da situação. Afinal, trata-se de um processo que pode determinar o tempo de vida de uma PME. E como salienta Albert Colomer i Espinet, diretor da Reempresa, “todos os anos desaparecem mais de 600 mil empregos na Europa devido às dificuldades que surgem nos processos de transmissão de empresas”.

“Transmitiu-me o saber acumulado em 35 anos de trabalho”

Em 2014, Eduardo Oltra Orti tornou-se proprietário da Expocom, uma PME que fornece serviços de segurança e telecomunicações. A aquisição foi efetuada através de um processo de transferência com algumas particularidades: uma delas é que o antigo patrão, Rafael Arquimbau, não chegou a partir.

“O Rafael é como um pai adotivo para mim. Partilhou comigo a sua experiência, os seus conhecimentos do mercado, apresentou-me os clientes, os fornecedores. Transmitiu-me o saber acumulado ao longo de 35 anos de trabalho, para que a empresa possa avançar”, diz-nos Eduardo.

“O Eduardo é sangue novo. Tem os conhecimentos necessários para gerir a empresa. Eu transmito-lhe todo o meu saber para que ele possa desenvolver este negócio”, aponta Rafael.

Os 15 empregados dantes continuam os mesmos. Mas o volume de negócios aumentou. E a carteira de clientes também, com a lista a incluir agora grandes operadores do porto de Barcelona e o teleférico local. Tudo isto com a ajuda do sistema implementado pela Reempresa.

“Logo desde o início, tive um contacto direto com o Rafael e acedi a uma transferência de conhecimentos e competitividade. Não se tratou apenas de assinar um contrato, foi muito além disso”, explica Eduardo.

Comprar uma empresa é mais fácil que começar do zero?

Albert Colomer i Espinet sublinha que a Reempresa criou “um mercado de compra e venda de pequenas empresas que resulta muito bem em Espanha e vamos reproduzi-lo noutros 15 países da União Europeia”.

Para além da plataforma digital, oferecem-se também consultas junto de especialistas e sessões de formação. A Reempresa, que é em parte apoiada pela Comissão Europeia, já permitiu a transferência de cerca de 1200 empresas e a preservação de mais de 3600 postos de trabalho.

Segundo Albert, é mais fácil comprar uma empresa do que começar tudo do zero: “Os nossos estudos mostram que é 7 vezes mais fácil gerar crescimento se se comprar uma empresa que já tem conhecimentos, mercado e equipamento”.