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Como se gere o tráfego aéreo numa situação de crise?


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Como se gere o tráfego aéreo numa situação de crise?

Onde e como se coordena o tráfego aéreo numa situação de crise? No centro do Eurocontrol, em Bruxelas, supervisionam-se todas as viagens aéreas na Europa e determina-se o que fazer perante condições meteorológicas extremas, ameaças à segurança ou alertas de saúde. Como é que se gerem este tipo de contextos?

Um dia normal num qualquer aeroporto europeu. As operações nos terminais e nas pistas decorrem como de costume. Mas, de repente, surge um imprevisto. O responsável de serviço – neste caso do aeroporto de Nápoles – lança o alerta e desencadeia a intervenção da brigada de incêndio. Toda a operação está já enquadrada no manual de procedimentos desta estrutura.

“A comunicação atempada é fundamental num contexto de emergência”, salienta Alessandro Fidato, representante deste aeroporto. A rede de comunicação entre os vários departamentos de gestão operacional é ativada. Fidato realça também que “a coordenação entre os diferentes departamentos é essencial para se conseguir gerir todos os passos a dar, tanto a nível interno, como externo. Estou a referir-me às entidades do Estado, às autoridades aeroportuárias, aos operadores privados, às companhias aéreas, às empresas que trabalham com o aeroporto”.

A interconetividade é um dos pilares dos transportes aéreos. O impacto de um imprevisto repercute-se muito além do espaço onde teve origem e normalmente os passageiros sofrem as consequências. Por isso é que em 2010 a Comissão Europeia e o Eurocontrol criaram a Célula de Coordenação de Crise da Aviação Europeia.

“Se uma situação disruptiva se tornar numa verdadeira crise, a célula é ativada para coordenar a resposta do setor aéreo na Europa, tanto a nível político, como entre os organismos nacionais e internacionais”, diz-nos Kenneth Thomas, do Eurocontrol.

Em Bruxelas, o Eurocontrol coordena as informações que chegam dos diferentes controladores de tráfego aéreo europeus. Kenneth Thomas explica-nos que “em fevereiro de 2016, 70 pessoas participaram durante dois dias nos exercícios da Célula de Coordenação de Crise que consistiam na simulação de ataques terroristas em aeroportos na Europa. Sete semanas mais tarde, o aeroporto de Bruxelas era atacado. A célula foi imediatamente ativada e o impacto no setor foi minimizado”.

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