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Correspondente: Trump mostrou um novo estilo, mas não mostrou mais substância


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Correspondente: Trump mostrou um novo estilo, mas não mostrou mais substância

Paul Hackett, Euronews
Depois de umas primeiras semanas complicadas na Casa Branca, o presidente Trump dirigiu-se ao Congresso e ao mundo para falar dos projetos da nova Administração. Um discurso que a presidência insistiu em descrever como otimista, mas será que o foi? Stefan Grobe, o presidente fala numa época da grandeza Americana. Qual é a tua opinião?

Stefan Grobe, Correspondente em Washington
Este foi provavelmente o primeiro discurso presidencial que alguma vez ouvi de Donald Trump. Encontrava-se algo tenso enquanto lia o discurso do telepontos e não fugiu ao que estava escrito. Foi fiel às convenções do Partido Republicano e às narrativas deles.

Paul Hackett, Euronews
Até agora, o presidente Trump não deu grandes detalhes sobre o futuro. As coisas foram diferentes?

Stefan Grobe, Correspondente em Washington
Tens razão. Ele não está interessado em detalhes, mas no panorama geral da coisa. E sobre temas polémicos, como a reforma fiscal, dá-nos apenas alguns pontos. Sobre o sistema de saúde, entendemos agora que o plano dele é que cada cidadão possa comprar seguros de saúde através da redução de impostos. Este foi um dos pormenores mais importantes. Por outro lado, utilizou a imigração como arma de ataque contra os emigrantes sem documentos e referiu-se aos de vêm fora como criminosos várias vezes durante o discurso. Uma espécie de estranha obsessão que não é nova, é claro, que me parece ter sido um piscar de olho à sua base de apoiantes.

Paul Hackett, Euronews
Trump enfrenta uma baixa taxa de popularidade. Terá conseguido ultrapassar esse problema?

Stefan Grobe, Correspondente em Washington
É demasiado cedo para chegarmos a uma conclusão, porque este foi apenas mais um dia na Administração Trump. E Trump diz algo na segunda-feira, outra coisa diferente na terça-feira, e outra coisa, também diferente, no domingo. Por exemplo, durante o discurso dele, falou de Chicago e altas taxas de criminalidade naquela cidade e descreveu os grandes centros de cidades dos Estados Unidos, como campos de batalha e disse que iria fazer o possível para reduzir essa violência. Depois, ontem, assinou uma lei que permite que as pessoas com problemas mentais possam comprar armas mais facilmente. Como pode conciliar essas duas posições? Mas Trump contradiz-se em mais temas e contradiz mesmo a própria liderança Repuplicana. Por isso, é demasiado cedo para dizer se ficámos a conhecer um novo Trump com novas políticas ou se é apenas uma nova postura, um novo estilo, mas sem substância.

Paul Hackett, Euronews
Foi um prazer ouvir-te. Obrigado.

Stefan Grobe, Correspondente em Washington
Obrigado.

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