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"Las invasiones": Onde os colombianos ocupam um lugar

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De  Euronews
"Las invasiones": Onde os colombianos ocupam um lugar

<p><strong>O bairro chama-se Centenario. Situa-se nos arredores de Puerto Asís, um município da região de Putumayo, na Colômbia. Mas este não é um bairro como os outros. Os locais dizem que faz parte das chamadas</strong> <a href="http://www.eluniversal.com.co/cartagena/editorial/el-negocio-de-las-invasiones">invasiones</a> <strong class="invasões">, as porções de terreno ocupadas da noite para o dia por pessoas que tiveram de abandonar as suas casas. Neste momento, o Centenario acolhe cerca de 260 famílias.</strong></p> <p>José Luis Barreiro García, da <a href="http://www.actionagainsthunger.org/countries/americas/colombia"><span class="caps">ONG</span> Action Against Hunger</a>, explica-nos que <em>“as pessoas que vivem aqui vêm de vários pontos da região e do país. Esta é uma zona onde os deslocados podem encontrar proteção. Normalmente, são situações nas quais as próprias pessoas querem permanecer anónimas, sem que ninguém saiba de onde vêm e o que lhes aconteceu. Têm medo. Por isso, ninguém faz muitas perguntas. Toda a gente tem uma história e costuma ser complicada”.</em></p> <blockquote class="twitter-tweet" data-lang="fr"><p lang="es" dir="ltr">y más y más invasiones al occidente de <a href="https://twitter.com/hashtag/Cucuta?src=hash">#Cucuta</a>… y se agravará aun más con el paro del <a href="https://twitter.com/hashtag/Catatumbo?src=hash">#Catatumbo</a> <span class="caps">FOTO</span> <a href="http://t.co/QIj5dXcman">pic.twitter.com/QIj5dXcman</a> RT <a href="https://twitter.com/CUCUTAURB"><code>CUCUTAURB</a></p>— Catatumbo 77 Cucuta (</code>catatumbo77) <a href="https://twitter.com/catatumbo77/status/358289262824796162">19 juillet 2013</a></blockquote> <script async src="//platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script> <p><em>“A quem é que pertencem estas terras?”</em>, perguntamos. <em>“Pertencem ou à municipalidade, e portanto são públicas, ou a privados. As pessoas chegam e pouco a pouco vão ocupando os terrenos. Se forem privados, o proprietário solicita uma indemnização à Câmara. O lote passa a ser público e a estar disponível para os deslocados. Se a parcela for do município, é o mesmo. É frequente que, à medida que o tempo passa, as terras acabem por transitar para o nome dos que as ocupam. Não é oficialmente um bairro. Não há serviços, não há água, não há eletricidade, não há rede de saneamento…”</em>, responde Barreiro García.</p> <p><em>“Mas vimos famílias que pagam esses serviços e até renda…”</em>, salientamos. <em>“Há quem pague renda se a casa pertencer, por exemplo, a alguém que tenha chegado há três anos. Nesse caso, são proprietários que conseguiram melhorar um pouco a situação em que vivem e passar de uma casa de madeira para uma casa de tijolo. E assim conseguem arrendar a casa antiga. Como não há oficialmente serviços disponíveis, a empresa de eletricidade coloca um contador à porta do bairro e cobra o mesmo montante a todos. Toda a gente tem de pagar 50 mil pesos. Tanto faz se tiver uma loja com frigorífico e várias luzes ou só uma televisão e uma lâmpada. Todos pagam o mesmo. 50 mil pesos são mais ou menos entre 15 e 17 euros. É muito dinheiro para estas pessoas”</em>, explicam-nos.</p>