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A nova face do terrorismo na Europa

Os ataques terroristas estão a tornar-se correntes na Europa. Como combater este fenómeno e aprender a viver com o medo?

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A nova face do terrorismo na Europa

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Paris, Nice, Bruxelas, Berlim, Estocolmo, Londres – todas estas cidades foram abaladas por atos terroristas no último ano e meio. Falamos de tiroteios, esfaqueamentos, camiões a irromper por avenidas repletas de gente. O terrorismo nas ruas europeias deixou de ser fora do comum. E verificou-se que é praticamente impossível estabelecer o perfil dos atacantes.

A questão está longe de se centrar em jovens marginalizados e revoltados ou naqueles que caíram no extremismo há muito tempo. Hoje em dia, os terroristas surgem dos mais variados contextos. Travá-los antes que atuem é, provavelmente, o grande desafio.

Há uma coisa em que os especialistas em segurança estão de acordo: as prisões são terreno muito fértil para disseminar o terrorismo. É aí que inúmeros presos se radicalizam e abraçam os ramos mais extremos do Islão. Quando a pena termina, a doutrinação continua do lado de fora. A jornalista Valerie Zabriskie viajou até Londres (ver “É em cima de um ringue que lutam contra o extremismo islâmico”), onde foi ao encontro de Usman Raja, um homem que combate este fenómeno não apenas com palavras, mas passando à prática de forma particularmente eficaz.

A ausência de riscos é coisa que não existe. A França é um país particularmente problemático. As periferias urbanas francesas vivem uma situação de rutura social. Este país regista o número mais elevado na Europa de jihadistas que se alistaram nas fileiras do Estado Islâmico. Sendo a França um país democrático, não é possível vigiar todo e qualquer cidadão, fora do estado de emergência. Há quem tenha decidido enfrentar a ameaça terrorista fazendo um treino militar. Veja a reportagem da autoria de Valérie Gauriat intitulada “Os franceses que se treinam para enfrentar o terrorismo”.

Por último, a jornalista Sophie Claudet falou sobre a ameaça do terrorismo na Europa com Louis Caprioli, o antigo responsável da DST, a Direção de Vigilância do Território francesa (ver “A radicalização remonta aos anos 90” e “É preciso viver com a ameaça terrorista”).