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A nova ganga "verde" marroquina

É uma verdadeira sobrevivente no mundo da moda e, apesar da concorrência, não deve desaparecer nos próximos anos.

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A nova ganga "verde" marroquina

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É uma verdadeira sobrevivente no mundo da moda e, apesar da concorrência, não deve desaparecer nos próximos anos. A ganga foi estrela no “Denim Premier Vision 2017” em Paris. O salão reuniu 84 expositores de 19 países. R-Evolution foi o tema deste ano para mostrar novas áreas na inspiração de moda, inovação e tecnologia.

Como um dos maiores representantes da indústria têxtil africana, Marrocos teve uma presença significativa salão.
13% dos expositores eram das principais empresas de ganga marroquinas, escolhidas pelo centro marroquino de promoção de exportações, “Maroc Export”. Fabricantes de acessórios, fabricantes, responsávels por lavagens e acabamentos, liderados pelo Cluster Denim Marroquino (MDC) criado em 2015. Serge Chouchana, presidente do MDC, explica que o cluster tem dois objectivos: primeiro proceder a uma actualização da ganga marroquina para estar mais presente no mercado internacional, sobretudo onde ainda está presente. Em segundo lugar, serve para pensar em soluções: criámos uma célula de inovação e queremos tornar esta indústria menos poluente e mais limpa”.

Apostando nesta estratégia, a empresa NewWash criou “Koala”, uma nova linha de calças de ganga…considerada “responsável”. Zakaria Ghattas, diretor de marketing do grupo NewWash, lembra que foi apresentada neste “neste salão uma colecção que respeita os seres humanos e a natureza, uma colecção que utiliza o processo de lavagem ecológica e as tecnologias, ou seja, usa a inovação ecológica”.

Mas este é também um trabalho de mudança de mentalidades. A indústria é das mais poluentes e mudar os métodos de produção não é tarefa fácil. Marithe Girbaud, presidente da Made-Lane, explica que “Marrocos tomou consciência de que é necessário fazer alguma coisa e com a oportunidade da COP22 começámos este projecto. Esta é uma história de encontro com Marrocos, além disso, Marrocos foi o primeiro país a ouvir e interessar-se por este projeto, especialmente porque apresentámos muitas soluções com máquina a laser e a resposta foi imediata”.

Roland Beaumanoir, presidente do grupo Beaumanoir, especialistas franceses do setor do vestuário, dá o exemplo pessoal: “temos vindo a trabalhar com Marrocos desde 1995, porque Marrocos tem uma abordagem de progresso que é muito interessante para nós, de progresso tecnológico e de progresso também de entrega rápida”.

Recorde-se que a indústria textil representa cerca de 7% do PIB marroquino. Em 2016, as exportações chegaram aos 3mil e 500 milhões de dólares.