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Países latino-americanos condenam "uso excessivo da força" por parte das autoridades


Venezuela

Países latino-americanos condenam "uso excessivo da força" por parte das autoridades

Com Reuters

A semana chega ao fim na Venezuela com a continuação dos violentos protestos contra o Governo do presidente Nicolás Maduro, que já deixaram mais de 35 mortos e vários feridos, alguns dos quais com gravidade.

Vários países latino-americanos denunciaram o que definiram como “uso excessivo da força por parte das autoridades” nas manifestações. Brasil, México, Argentina, Colômbia, Costa Rica, Honduras, Guatemala e Paraguay.


Quinta-feira, estudantes da Universidade Central da Venezuela envolveram-se em confrontos com a polícia em Caracas, a mais importante instituição pública de ensino superior do país.

Os estudantes foram cercados pela Guarda Nacional Bolivariana, a GNB, (polícia militar), que usou gás lacrimogéneo e balas de borracha.

Um dia antes, tanques da GNB investiram sobre manifestantes nas ruas de Caracas, fazendo três feridos, um dos quais, um jovem de 22 anos, com gravidade.


Maduro quer convocar Assembleia Constituinte mudar a Constituição

Os protestos, que começaram no mês de abril, não têm baixado de tom, especialmente depois do presidente Maduro ter decidido convocar uma Assembleia Constituinte, em substituição do parlamento, eleito democraticamente em 2015, composto, na sua maioria, por membros da oposição do centro-direita e da direita.

O presidente chavista quer também realizar mudanças na Constituição de 1999, aprovada durante o Governo de Hugo Chávez.

Os rumores que circulavam nas redes sociais sobre uma suposta doença do líder opositor, Leopoldo López, detido em fevereiro de 2014, contribuiram também para a ira de parte da população nos últimos dias.

Entretanto, o Governo divulgou, na quarta-feira, um vídeo com López, durante o qual o líder do partido Vontade Popular assegurava estar “bem de saúde.”

Mais de um mês de protestos numa crise profunda

Os manifestantes exigem que o presidente chavista abandone o poder e que sejam convocadas eleições anticipadas, protestando também contra a insustentável situação económica e financeira, o aumento de preços e a falta de produtos básicos nos supermercados e de medicamentos em farmácias e hospitais.

Mas o Governo de Maduro diz que a Venezuela é vítima de uma guerra económica levada a cabo pelo imperialismo global.

O presidente não duvida em chamar toda a oposição de terroristas de direita, que seriam financiados pela diáspora presente no sul da Flórida, particularmente em Miami, que fomentaria “um golpe de Estado” contra o Executivo.

Mais de 1700 pessoas foram detidas desde o início dos protestos. Quase 600 continuam presas, segundo a organização de defesa dos Direitos Humanos Foro Penal Venezolano.


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