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Salvador Sobral: Da rejeição na TV à glória na Eurovisão2017


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Salvador Sobral: Da rejeição na TV à glória na Eurovisão2017

Salvador Sobral nasceu a 28 de dezembro de 1989, em Lisboa, tem 27 anos. Predestinado, procurou uma carreira na música desde bem cedo. Aos 10 anos, concorreu ao programa “Bravo, Bravíssimo”, da SIC, e 10 anos depois voltaria aos ecrãs da mesma estação televisa para participar no “Ídolos”. Ambos sem sucesso e a provocar frustração no aspirante a músico.

Através do programa europeu Erasmus foi estudar para Espanha. Estava a tirar o curso de Psicologia. Em Maiorca, começou a tocar em bares e hotéis para ganhar dinheiro. Descobriu Chet Baker através de um guitarrista argentino com quem tocava.

Após o regresso a Lisboa, desistiu da Psicologia e voltaria a emigrar. Desta feita rumo a Barcelona e à escola Taller de Músics, onde se apaixonou pelo Jazz. Integrou a banda Noko Woi e chegou a atuar no Festival catalão Sonar.

Em 2016, lançou o primeiro álbum em nome próprio, “Excuse Me”, mas não conseguia soltar-se do epíteto de “o mano da Luísa Sobral”. A irmã já se fazia ouvir nas rádios há anos. Salvador sentia dificuldade em encontrar palcos para mostrar a sua música.

Surgiu o convite da RTP e do Festival da Canção. A irmã tinha a letra de uma música e queria que ele a cantasse no concurso. Depois de conhecer o rol de músicos alinhados para participar na edição portuguesa, ponderou, acabou por aceitar o repto da “mana” e, desta vez, ganhou.



Vive o dia a dia com uma doença cardíaca, da qual não gosta muito de falar e que o impediu de participar nos primeiros ensaios do Festival da Eurovisão, em Kyiv, na Ucrânia. Luísa fez as vezes do “mano” nos primeiros testes de palco.

A meia-final correu bem e o português passou sem surpresa à final. No mesmo dia em que o papa Francisco celebrava em Fátima a peregrinação de 13 de maio e o Centenário das Aparições, Salvador apareceu na 13.a presença de Portugal na final da Eurovisão.

No pequeno palco levantado no centro da plateia, Salvador Sobral voltou a cantou “Amar Pelos Dois” com um sentimento muito próprio e, de novo, encantou. Ao ponto de conseguir um impressionante resultado de 785 pontos, recorde de votação para uma canção vencedora na Eurovisão – o anterior recorde pertencia à Ucrânia 8534 pontos, em 2016).

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