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Britânicos anunciam abandono da Convenção de Londres para a Pesca

Decisão foi critica pela Irlanda, ainda que Executivo de Dublin reconheça que faz parte do Brexit.

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Britânicos anunciam abandono da Convenção de Londres para a Pesca

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Com AFP e EFE

O Governo britânico anuciou domingo a decisão de abandonar a Convenção de Londres para a Pesca de 1964, assinada nove anos antes da entrada do Reino Unido na então Comunidade Económica Europeia.

Londres diz que o objetivo é recuperar o controlo total e os direitos exclusivos dos direitos de pesca nas águas costeiras, de acordo com o resultado do referendo sobre a saída da União Europeia, conhecido como Brexit

A zona em questão compreende as águas situadas entre seis a 12 milhas da costa dos países que assinaram o acordo, ou seja, o Reino Unido, França, Países Baixos, Bélgica, Irlanda e Alemanha (RFA).

O secretário britânico do Ambiente, Michael Gove, disse que esta era uma decisão histórica:

“É uma primeira etapa histórica rumo à construçâo de uma nova política nacional das pecas quando deixamos a União Europeia” disse o secretário para o Ambiente, numa entrevista a um canal de televisão nacional.




“Isto significa que, pela primeira vez em 50 anos, poderemos decidir quem poderá aceder às nossas águas”, continuou.

A Federação Nacional britânica das Organisações Pesqueiras (NFFO, sigla em inglês) disse que a decisão era uma boa notícia, porque iria estabelecer-se um Estado independente em termos da costa.

A decisão deverá ser comunicada aos parceiros da Convenção esta segunda-feira. O processo deverá, no entanto, demorar dois anos, enquanto os britânicos negoceiam a saída da Política Comum das Pescas, no quadro do Brexit.

Segundo dados oficiais britânicos, os pescadores nacionais pescaram, em 2015, mais de 708 mil toneladas de peixe, no valor de quase 900 milhões de euros. Segundo a mesma fonte, os pescadores estrangeiros terão pescado, durante o mesmo período, apenas 10 mil toneladas de peixe.

Irlanda critica decisão do Executivo britânico

O Governo irlandês qualificou de “indesejável e pouco útil” a decisão do Reino Unido de acabar com o acordo, como primeiro passo para abandonar definitivamente a Política Pesqueira Comum.

O ministro irlandês de Agricultura, Alimentação e Pesca, Michael Creed, criticou a medida adotada por Londres, ainda que tenha reconhecido que fazparte do processo de separação com a União Europeia.