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Alemães previnem risco nuclear com pastilhas de iodo

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Alemães previnem risco nuclear com pastilhas de iodo

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Viver perto de uma central nuclear com estruturas que têm quatro décadas e, é sabido, já deviam ter sido substituídas, não pode ser muito tranquilizador. Falamos da central de Tihange, na Bélgica, e dos vizinhos de Aachen, na Alemanha, a quem são agora fornecidas pastilhas de iodo para ajudar a reduzir o risco de cancro da tiróide em caso de contaminação por radioatividade.

“A nossa função não é gerar o pânico sem mais, nem menos. Não há margem para isso. Mas, por outro lado, também não podemos banalizar as coisas. Temos de agir de forma responsável. É isso que estamos a fazer: estamos a preparar-nos para uma eventualidade”, afirma Markus Kremer, da Comissão de Proteção Radiológica.

A distância entre Tihange e Aachen é de cerca de 70 quilómetros, com a cidade de Liège pelo meio. Os reatores daquela central já estiveram encerrados por questões de segurança.

“Acho que é uma boa iniciativa, mas não me deixa muito tranquila”, dizia-nos uma habitante. Outro salientava que “se andam a dar pastilhas, é porque já aconteceu alguma coisa”.

A iniciativa dura até ao dia 15 de novembro. Os interessados podem inscrever-se online e levantar gratuitamente as pastilhas nas farmácias. Mas só se podem apresentar pessoas com menos de 46 anos, porque os efeitos secundários sobre os mais velhos, aparentemente, não compensam.