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Seca extrema no país alimenta fogos

No dia 15 de outubro Portugal registou a taxa de severidade do índice de seca mais elevada dos últimos 15 anos, declarou à euronews Ilda Novo do IPMA.

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Seca extrema no país alimenta fogos

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Para além da temperatura atípica outros fatores tiveram um papel muito importante nos incêndios dos últimos dias, em declarações à euronews Ilda Novo, do Instituto Português do Mar e da Atmosfera, sublinhou a humidade baixa e, principlamente, vento:

“O vento que soprou de modo geral com alguma intensidade, principalmente durante a tarde de ontem, e que se intensificou. O vento foi intenso, teve rajadas com 60 a 70 km/h. No entanto esta situação é já uma situação que tem um quadro pré-existente de grande severidade, tivemos um ano muito seco. O território a encontrar-se a 87% entre seca severa ou extrema e também no índice, na taxa de severidade do índice de seca. no dia 15 de outubro tinhamos a taxa de severidade mais alta dos últimos 15 anos.

Para Portugal sair do atual quadro de seca são precisos agora períodos continuados de chuva intensa, um cenário que depois dos incêndios pode trazer problemas, como explicou Filipe Duarte Santos, do Conselho Nacional do Ambiente e Desenvolvimento Sustentado:

“A cinza é hidrófoba, quer dizer, a água quando cai não se infiltra no solo. E portanto é exatamente o contrário do que normalmente acontece porque a água infiltra-se no solo e é essa que vai dar origem às nascentes e portanto ao ciclo da água. Assim o que acontece, sobretudo se as chuvas forem muito intensas, o que vai acontecer é que grande parte dessas cinzas são arrastadas para os rios, para as ribeiras, para as barragens, bom e isso tem problemas, enfim, tem consequências no que respeita à qualidade da água, qualidade essa da água que tem incidência também sobre a saúde humana e é preciso ser extremamente cauteloso.”