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Festival Lumière na cidade berço da sétima arte


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Festival Lumière na cidade berço da sétima arte

O amor estava no ar na nona edição do Festival Lumière em Lyon. O lendário realizador chinês Wong Kar-wai recebeu o prémio carreira e aproveitou para o dedicar à mulher.

O evento anual é um dos maiores e é dedicado ao cinema clássico, com várias retrospetivas e homenagens. Entre os convidados de honra deste ano, esteva a atriz escocesa Tilda Swinton: “A forma como o festival é programado tem muita alma e, esta cidade parece ter o cinema nela. Um festival onde são as pessoas da cidade que dão brilho às exibições é um ótimo festival”.

As conferências de Swinton e Wong Kar Wai atraíram grandes multidões de fãs. Entre os interessados em conhecer o público em Lyon esteve Guillermo del Toro. O aclamado realizador mexicano apresentou sua própria seleção de filmes vintage – assim como o seu novo filme: “The Shape of Water”, pelo qual recebeu um Leão de Ouro em Veneza: “Este é um filme que quer falar sobre o amor, o estranho e sobre o que temos em comum. Para dizer não ao ódio, ao medo e a todas as coisas tão presentes agora. Quer se trate de criatura de fantasia, ou de uma pessoa real de outra cultura, religião ou com uma orientação sexual diferente – não comunicar, simpatizar ou amar nega o mundo. Nega-nos uma parte do mundo”.

Um dos cineastas mais aclamados do mundo e o colaborador de longa data de Wong Kar-wai, Christopher Doyle, trouxe um toque de fantasia e diversão à cerimónia de prémios do Festival Lumière: “Temos a esperança de que o que fazemos possa abrir os olhos do mundo para o que é possível – foi isso que os irmãos Lumière fizeram”.

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