Animadora de rádio crítica do Kremlin esfaqueada na redação

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De  Euronews
Animadora de rádio crítica do Kremlin esfaqueada na redação

<p>Uma animadora da rádio russa Echo, de Moscovo, conhecida pelas posições críticas em relação ao Kremlin, foi esfaqueada em plena redação, no centro da capital russa, por um desconhecido.</p> <p>Segundo as testemunhas, o atacante interpelou Tatiana Felguengauer, antes de a atacar, no que é o último exemplo de uma longa lista de agressões contra jornalistas russos independentes russos nos últimos anos. A vítima encontra-se hospitalizada. </p> <p>Tatiana Felguengauer, de 32 anos, é chefe de redação da rádio e apresentadora de um programa matinal muito popular na capital russa, é conhecida por marcar presença de forma regular nas manifestações levadas a cabo pela oposição.</p> <p>Segundo um dos diretores da rádio, Alexeï Venediktov, o autor do ataque começou por imobilizar um dos guardas do prédio onde se encontra a redação, “antes de esfaquear Tatiana Felguengauer no pescoço”.</p> <p>Em declarações aos <em>media</em> russos, Venediktov contou que o autor das facadas “parecia visar especificamente Tatiana”.</p> <p>“Havia muito sangue por todo o lado e ela ficou em estado de choque”, continuou o jornalista.</p> <p>Os médicos do hospital onde Felguengauer deu entrada, cerca de uma hora e meia depois do ataque, informaram que a vida da animadora não se encontra em perigo.</p> <p>Pouco se sabe, no entanto, do atacante, que terá sido imobilizado por agentes ligados à segurança do prédio depois do ataque e entregue à polícia, segundo a Agência France Presse. O diretor da rádio, Alexeï Venediktov, disse à <span class="caps">AFP</span>, que este “poderia ser estrangeiro”, sem avançar com mais detalhes.</p> <p>A polícia de Moscovo disse, entretanto, que o ataque teria sido levado a cabo por um “homem de 48 anos” que teria “problemas pessoais” contra a jornalista.</p> <p>A rádio moscovita Echo é a primeira estação nascida antes da queda da União Soviética, em 1990, tendo passado para o controlo do grupo público Gazprom 11 anos depois, quando Vladimir Putin chegou ao poder.</p> <p>No entanto, a Echo conseguiu permanecer como uma das poucas vozes alternativas no panorama mediático russo, com pontos de vista independentes, contrastando com as grandes cadeias de rádio e televisão, que funcionam com um apertado controlo público.</p> <p>Segundo o Comité para a Proteção dos Jornalistas, 58 jornalistas foram assassinados na Rússia nos últimos 25 anos.<br /> <br /> <strong>Com <span class="caps">AFP</span></strong><br /> <br /> </p>