Última hora

Última hora

Guterres no arranque da Web Summit com Hollande e Al Gore a seguir

Mais de 60 mil pessoas são esperadas em Lisboa para trocar ideias e apresentar ao mundo o futuro da tecnologia digital.

Em leitura:

Guterres no arranque da Web Summit com Hollande e Al Gore a seguir

Tamanho do texto Aa Aa

O primeiro-ministro, António Costa destacou Portugal como um ótimo país para investir no arranque da segunda edição em Lisboa da Web Summit, a conferência de tecnologia e inovação que nos próximos três dias concentra mais de 60 mil pessoas na capital portuguesa para ouvir o que têm a dizer os 1200 convidados ilustres do evento.

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, é o cabeça de cartaz do painel de oradores deste primeiro dia da conferência criada há sete anos pelo irlandês Paddy Cosgrove.

Esta terça-feira, num painel composto por diversos diretores executivos de algumas das empresas mais inovadoras do mundo, destaque para os discursos do português Carlos Moedas, atual comissário europeu da Ciência e Inovação, e do ex-presidente de França François Hollande.


Na quarta-feira, também a euronewes vai estar sob os holofotes da Web Summit através do jornalista Jeremy Wilks, momentos antes da agendada sessão de perguntas e respostas com o músico norte-americano Wyclef Jean e do discurso sobre padrões de migração de massas pelo diretor técnico da Amazona, Werner Vogels.


Para o derradeiro dia fica guardado o antigo vicepresidente dos Estados Unidos Al Gore, que acaba de lançar um novo documentário ambiental, “Uma Sequela Inconveniente: A verdade do Poder”, um segundo capítulo para as denúncias iniciadas em 2006 com “Uma Verdade Inconveniente.”

António Costa na Venture Summit

Horas antes de também subir ao palco no Pavilhão Atlântico, o primeiro-ministro de Portugal falou perante uma plateia de 600 investidores internacionais, no discurso de abertura da Venture Summit, um evento paralelo à Web Summit. António Costa aproveitou para destacar as principais qualidades e pontos atrativos do país para potenciais investidores, numa intervenção proferida em inglês.

“Portugal é um ótimo sítio para investir. A burocracia está domada e a encolher, há estabilidade política e económica e o ecossistema é próspero”, assegurou.


Segundo António Costa, outra das vantagens em Portugal é que o Estado apoia os investidores, nomeadamente através de um fundo de 200 milhões de euros, um programa de coinvestimento para empresas inovadoras que precisam de capital de risco, anunciado há um ano pelo chefe do executivo precisamente na abertura da Venture Summit 2016.

“Deixo-vos com uma mensagem final. Aquilo que dizemos no turismo é ainda mais verdade para os vossos investimentos: não podem passar ao lado de Portugal”, apelou.

De acordo com o primeiro-ministro, à medida que mais pessoas visitam Portugal, mais e mais pessoas querem investir cá. Costa destacou que o investimento das empresas teve, no último semestre, o seu maior crescimento em nove anos.

“Portugal está assim a assistir ao maior crescimento do século. Este crescimento é estrutural e sustentável”, sublinhou.

António Costa apresentou os motivos pelos quais “Portugal é um excelente lugar para investir”. “Obviamente, a primeira razão é porque eu sou primeiro-ministro e o meu trabalho é promover Portugal”, disse, em jeito de brincadeira, perante as palmas e as gargalhadas da plateia.

O segundo argumento elencado foi a segurança e a estabilidade, “não apenas da vida política, mas também em termos económicos e fiscais”.


A redução da carga burocrática foi outro dos destaques deixados pelo primeiro-ministro, que destacou o impulsionamento de um ecossistema movimentado para ‘startups’ e empresas tecnológicas e a reforma do sistema fiscal.

A maior facilidade de os investidores obterem autorização de residência é outra das vantagens de Portugal, segundo António Costa.

Antes da intervenção do chefe do executivo, o fundador da Web Summit, Paddy Cosgrave, proferiu umas curtas palavras.

“Este é o segundo ano em Portugal. O ano passado foi fantástico. Não conseguiríamos fazer este evento sem o incrível apoio da cidade de Lisboa, de todo o país e particularmente do primeiro-ministro e o seu excelente gabinete, que estão ativamente envolvidos em ajudar a construir e criar Web Summit”, elogiou.

Novas medidas de segurança na Web Summit

A PSP adotou este ano, para a conferência Web Summit, “medidas de segurança adicionais” que passam pela utilização de detetores de metais e aparelhos de raio-X à entrada do evento, anunciou hoje aquela força de segurança.

Em conferência de imprensa para explicar as medidas de segurança para a conferência global de tecnologia Web Summit, que está a decorrer até quinta-feira, em Lisboa, a responsável e comandante do policiamento, subintendente Ana Neri Correia, afirmou que o nível do grau de ameaça não aumentou em relação à edição do ano passado, estando a adoção das medidas adicionais relacionadas com o aumento da dimensão do evento e do número de participantes, cerca de 60.000.

Assim, explicou, todas as pessoas que entrem na conferência têm de passar pela tenda de controlo de segurança da responsabilidade da PSP, onde estão os aparelhos raio-X e os pórticos.

“No ano passado, também existiu a questão da verificação dos participantes, mas este ano optamos por um serviço de melhor qualidade através do recurso ao meios tecnológicos diferentes, como raio-X e pórticos”, disse, adiantando que já foram utilizados pela PSP em outras cimeiras e concertos.

Ana Neri Correia sublinhou que, este ano, não vai ser permitido entrar dentro da conferência com bagagens de grande porte, nomeadamente tróleis, existindo um espaço exterior para os participantes as deixarem.

Segundo a PSP, houve um aumento do espaço do evento, que não se limita às portas do Altice Arena e da FIL, no Parque das Nações, impondo-se, por isso, “um perímetro de segurança mais alargado que visa salvaguardar a questão da acessibilidade aos pontos estratégicos da entrada”.

A Polícia de Segurança Pública montou, até quinta-feira, um dispositivo de segurança centrado no policiamento preventivo através do aumento do número de polícias em várias zonas da cidade.

Para tal, foram mobilizadas várias valências da PSP, como equipas de trânsito, Unidade Especial de Polícia, investigação criminal, equipas de intervenção rápida e de prevenção e reação imediata, além das equipas de segurança de transportes públicos.

A Polícia não especificou quantos elementos policiais vão estar envolvidos na cimeira, mas a comandante do policiamento garantiu que “são os necessários para garantir a segurança” dos milhares de pessoas que visitam esta semana Lisboa.

A subintendente disse ainda que vai haver um policiamento permanente no metropolitano, uma vez que este meio de transporte é o recomendado pela organização.

“Vai haver elementos policiais de todas as valências no Metro”, sustentou.

A PSP também preparou um policiamento específico para as “night Summit” através de “um reforço e visibilidade” policial nas zonas do Cais do Sodré, Bairro Alto, Chiado e Príncipe Real, adiantou o comandante da primeira divisão policial, subintendente Paulo Flor.

A PSP indicou ainda que vai haver várias restrições ao trânsito até quinta-feira, sobretudo na zona do Parque das Nações.

Com agência Lusa