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Siemens anuncia plano de despedimentos como "terapia de choque"

Empresa quer despedir 6.900 funcionários para reestruturar atividade no setor das energias fósseis

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Siemens anuncia plano de despedimentos como "terapia de choque"

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O gigante da indústria alemã Siemens anunciou um novo plano de reestruturação para fazer face à transição das energias fósseis para as energias renováveis.

A empresa pretende despedir 6.900 trabalhadores a partir de 2020, metade dos quais na Alemanha, onde deverão ser encerradas pelo menos duas instalações, com reduções de pessoal em Berlim e Mulheim.

O plano, que visa apenas a atividade energética da companhia, prevê ainda a supressão de 1.100 postos de trabalho na Europa e 1.800 nos Estados Unidos.

O anúncio da Siemens enfrenta a resistência do sindicato alemão IG Metall que promete uma vaga de protestos, sobretudo depois da companhia registar um benefício 6,2 mil milhões de euros este ano.

Trata-se do segundo plano de despedimentos em 4 anos, quando a empresa regista uma queda nas encomendas de turbinas a gás para produção de eletricidade, sem conseguir, por outro lado, desenvolver a sua filial de energia eólica – Siemens-Gamesa – que anunciou igualmente uma redução de 6 mil funcionários face a uma queda nas vendas.

Desde 2013 que a Siemens tenta reorganizar as suas atividades depois de ter cedido as filiais de produção de eletrodomésticos e de telecomunicações, pondo fim também às atividades nos setores da energia nuclear e energia fotovoltaica.