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"Contra-ataque" mundial às declarações de Trump sobre Jerusalém

Presidente dos EUA reacendeu tensões ao reconhecer Jerusalém como capital de Israel.

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"Contra-ataque" mundial às declarações de Trump sobre Jerusalém

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Às incendiárias declarações de Donald Trump sobre Jerusalém seguiu-se o contra-ataque mundial.

Esta quinta-feira, a chefe da diplomacia europeia criticou a decisão do Presidente dos Estados Unidos de reconhecer Jerusalém como capital de Israel.

"O anúncio do Presidente Trump sobre Jerusalém tem um impacto potencial bastante preocupante. O contexto é bastante frágil e o anúncio traz com ele a possibilidade de nos fazer retroceder para tempos ainda mais negros do que aqueles em que vivemos", sublinhou Federica Mogherini.

O ministro israelita dos Negócios Estrangeiros classificou de "desconcertante" a declaração de Mogherini.

De visita à Grécia, a primeira de um presidente turco em 65 anos, Recep Tayyip Erdoğan, manifestou-se igualmente contra Trump: "Agora o que quer que diga, acontece. É a nova abordagem dos Estados Unidos. Este discurso mau e infeliz vai provocar problemas na região. É o que penso."

Já no Qatar, o Presidente francês fez esta quinta-feira uma visita relâmpago com vários contratos, a crise no Golfo e a luta antiterrorista na agenda.

Emmanuel Macron não deixou também de se pronunciar sobre o tema do momento.

"Não estou de acordo com esta decisão e desaprovo porque infringe a lei internacional, as resoluções do Conselho de Segurança das Nações Unidas. França vai defender a posição no Conselho de Segurança", disse Emmanuel Macron.

O ministro britânico dos Negócios Estrangeiros, Boris Johnson, sublinhou que o fato dos EUA reconhecerem Jerusalém como capital de Israel neste momento "não ajuda."