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Davos 2018: O que esperar da edição deste ano?

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Davos 2018: O que esperar da edição deste ano?

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"Criar um futuro partilhado num mundo fraturado" é o tema da edição deste ano do Fórum Económico Mundial que decorre na emblemática estância turística de Davos, na Suíça.

A organização espera que os presentes - chefes e Estado, líderes empresariais e celebridades, entre outros - discutam formas de renovar o compromisso com a cooperação internacional em domínios como a tecnologia, as alterações climáticas e a economia global.

Proteger a economia global de outro colapso

Tratando-se de um encontro que atrai muitos líderes empresariais e CEO's poderosos, as discussões sobre como proteger a economia global de outro colapso financeiro estarão, naturalmente, em cima da mesa.

Encontrar um equilíbrio entre a "cooperação global" e as políticas protecionistas para evitar "o colapso da ordem mundial" está na agenda.

Com este objetivo em mente, os líderes empresariais tentarão encontrar formas de alargar os benefícios do comércio mundial a mais pessoas e de proteger as economias nacionais de sucumbirem devido a sistemas de pensões mal administrados.

O ambiente importa

Outro grande domínio de discussão será o do ambiente e o de estabelecer como cumprir com os compromissos resultantes do Acordo do Clima de Paris para limitar o aquecimento global.

Os líderes também abordarão formas de promover iniciativas de reciclagem junto das comunidades para fazer diminuir o lixo global.

Mau tempo

Os presentes no Fórum de Davos poderão ser confrontados com condições climatéricas severas, na quinta-feira. A estância suíça está, neste momento, coberta de neve espessa e o risco de avalanche é elevado. A organização diz que o estado do tempo deve melhorar antes do encontro.

"4ª Revolução Industrial"

Em destaque na agenda deste ano estão também as "tecnologias emergentes" e a forma como vão mudar os padrões de produtividade.

Os presentes no Fórum vão discorrer sobre a forma como algumas tecnologias recentes mudaram o mundo do trabalho e sobre como a sociedade pode proteger da melhor maneira conjuntos de competências para se adaptar a estas mudanças.

Combater o fosso em matéria de igualdade de género vai estar, pela primeira vez, na agenda de Davos e também pela primeira vez em 48 anos de Fórum Económico Mundial o encontro será presidido por mulheres.

Christine Lagarde, diretora-geral do Fundo Monetário Internacional, Erna Soldberg, primeira-ministra da Noruega, e a CEO da IBM, Ginni Rometty, serão nomes de destaque.

Discursos a não perder

Palavras de abertura de Narendra Modi.

Narendra Modi é o primeiro chefe de Governo a represendar a Índia no Fórum em 20 anos. Está encarregue do discurso de abertura esta terça-feira.

Modi deverá promover a Índia como uma economia aberta, pronta para receber investimentos internacionais, revela o jornal Times of India.

Palavras de encerramento de Donald Trump

Outro discurso bastante aguardado é o do Presidente dos EUA, Donald Trump, no encerramento do Fórum, quinta-feira.

A secretária de imprensa da Casa Branca, Sarah Sanders, disse que Trump vai usar a presença no Fórum para "fazer avançar a agenda de uma América em primeiro lugar junto dos líderes mundiais."

"Na edição deste ano do Fórum Económico Mundial, o Presidente procura promover as políticas para fortalecer os negócios americanos, as indústrias e os trabalhadores americanos", refere um comunicado.

Líderes europeus

Dois dias antes espera-se um discurso da chanceler alemã Angela Merkel sobre questões europeias. Merkel falará no mesmo dia do Presidente francês, Emmanuel Macron.

A Euronews acompanhará tudo a par e passo com notícias e programas especiais em direto a partir de Davos. As correspondentes Isabelle Kumar e Oleksandra Vakulina estarão no terreno a produzir conteúdos para a televisão e para a Internet.

Na quinta-feira, a jornalista da Euronews Isabelle Kumar moderará uma sessão intitulada "Europa, entre Visão e Dilema" com os seguintes nomes no painel: Angel Gurría, secretário-geral da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), Maurice Lévy, da empresa de publicidade Publicis, o primeiro-ministro polaco Mateusz Morawiecki, Ursula von der Leyen, ministra da Defesa da Alemanha, e Jan-Werner Mueller, professor de política na Universidade de Princeton.