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Bruno de Carvalho responde às críticas com processos, mesa da AG demite-se

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Bruno de Carvalho responde às críticas com processos, mesa da AG demite-se

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Mesa da Assembleia Geral do Sporting demite-se em bloco. A informação foi confirmada por Jaime Marta Soares à Agência Lusa. A decisão surge depois de Bruno de Carvalho ter garantido que não se demitia na sequência das agressões ao plantel leonino em Alcochete:

"Neste momento, sinto-me com a mesma capacidade, força, prazer e honra em servir o clube que amo, não vendo qualquer motivo enquanto sportinguista para me afastar de um trabalho e de um rumo que está a ser seguido com sucesso nestes cinco anos."

O presidente do Sporting anunciou também esta quinta-feira que vai processar Ferro Rodrigues, após as duras críticas do presidente da Assembleia da República sobre o caso das agressões a jogadores e equipa técnica na Academia de Alcochete, ocorrido nesta última terça-feira.

"Não posso aceitar que a segunda figura do Estado tenha sido mais taxativo e belicista, fazendo-me uma crítica violentíssima, não tendo a mínima noção do cargo que ocupa e da sua condição de sócio do Sporting Clube de Portugal. Será por isso um dos primeiros visados nas ações cíveis que vou mover, até pela posição relevante que ocupa na sociedade", declarou o presidente do Sporting, numa nota enviada à Agência Lusa.

O dirigente leonino acrescentou ainda que vai avançar com ações cíveis contra comentadores e jornalistas que o criticaram nos últimos dias.

"Não, isto não foi um caso de polícia. Isto é um caso gravíssimo que põe em causa o desporto português, põe em causa o Sporting Clube de Portugal e põe em causa o próprio país", afirmou na quarta-feira Ferro Rodrigues, que é igualmente sócio do clube de Alvalade há 68 anos, tendo entretanto recusado fazer novos comentários à anunciada intenção de processo por parte de Bruno de Carvalho.

Também o Presidente da República não escapou à crítica do líder do Sporting. Marcelo Rebelo de Sousa confessou sentir-se "vexado" pelo ataque em Alcochete e deixou no ar a possibilidade de não estar presente na final da Taça de Portugal, como é tradição. O encontro está marcado para domingo, diante do Desportivo das Aves, no Estádio Nacional, no Jamor.

Para Bruno de Carvalho, o chefe de Estado está a imputar-lhe "responsabilidade" neste caso, algo que negou de forma veemente.

O presidente do clube de Alvalade classificou ainda como “terroristas” os atos cometidos na terça-feira e queixou-se do linchamento público de que tem sido alvo.

“Não passa pela cabeça de ninguém que o Clube ou a SAD tivessem interesse neste tipo de atos de terrorismo contra os seus, ou outros”, disse Bruno de Carvalho, sublinhando que tem "lutado com todas as forças contra a violência".

Paralelamente, o Ministério Público confirmou as acusações dos 23 detidos nestes incidentes, apontando, entre outros delitos, a prática de crime de terrorismo.