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Pedidos de asilo aumentam em Portugal

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Pedidos de asilo aumentam em Portugal

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Guerras, violência, perseguições... levaram a um novo recorde pelo quinto ano consecutivo: em 2017, foram registados 25 milhões e 400 mil refugiados no mundo.

São quase mais 3 milhões que em 2016 e o aumento deve-se sobretudo à crise na República Democrática do Congo e à guerra no Sudão do Sul. Quem os acolheu, na esmagadora maioria dos casos, foram países em desenvolvimento, representando, de acordo com o Alto Comissariado das Nações Unidas (ACNUR), 85% dos países recetores de refugiados.

Em Portugal, as portas abriram-se para poucas centenas. Dos 1750 pedidos de asilo, o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras confirma que foram concedidos 500 estatutos de proteção internacional.

Num acordo celebrado, este ano, com o ACNUR, o governo português comprometeu-se a acolher no país mais 1010 refugiados, até 2019.

De acordo com o Ministério da Administração Interna, estes refugiados acrescem aos 1552 que já estão em Portugal, ao abrigo do Programa de Recolocação da União Europeia, colocando o país na 6.ª posição entre os Estados que mais refugiados acolheram no âmbito deste plano.

No entanto, conforme destaca o Conselho Português para os Refugiados, 64% das decisões finais emitidas em 2017 sobre pedidos realizados até ao final do ano resultaram em rejeição de asilo.