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Merkel contra-ataca "ofensiva" de Trump à chegada à cimeira da NATO

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Merkel contra-ataca "ofensiva" de Trump à chegada à cimeira da NATO

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Ainda antes de começar, esta quarta-feira, em Bruxelas, a cimeira da NATO já era fonte de tensão entre os dois lados do Atlântico.

A retórica de Donald Trump foi subindo de tom até que o Presidente dos EUA acusou a Alemanha de estar "refém" da Rússia e de apoiar a construção de um gasoduto em vez de contribuir para o orçamento da Aliança Atlântica.

"Tanto quanto sei a Alemanha está cativa da Rússia porque importa de lá grande parte da energia. Temos de proteger a Alemanha da Rússia mas o país recebe energia de lá. Expliquem isso. Sabem bem que não pode ser explicado", disse Trump ainda antes do arranque da cimeira numa alusão ao projeto do gasoduto Nord Stream II. A construção deverá arrancar este mês e vai ligar Ust-Luga, na Rússia, a Greifswald, na Alemanha, atravessando do mar Báltico.

À chegada à cimeira e com as importações de gás russo como pano de fundo, a chanceler alemã reagiu à ofensiva de Trump. Disse que a Alemanha é independente e que "faz muito pela NATO": "À luz dos eventos recentes gostaria de acrescentar que eu própria testemunhei que parte da Alemanha esteve sob controlo da União Soviética. Fico muito feliz por estarmos atualmente unidos na liberdade como República Federal da Alemanha. É por essa razão que podemos dizer que fazemos a nossa própria política e tomamos as nossas decisões."

Apesar da guerra verbal, quer Trump quer Merkel, que se reuniram num encontro bilateral à margem da cimeira, insistiram que "mantêm uma boa relação" e que são "bons parceiros."

A cimeira da NATO, em que a questão do compromisso financeiro dos países-membros é um prato forte, termina esta quinta-feira.