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EUA e UE evitam guerra comercial

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EUA e UE evitam guerra comercial

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"Uma nova fase na relação", foi assim que o presidente norte-americano, Donald Trump, descreveu o encontro com o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker.

"No que toca à agricultura, a União Europeia pode importar mais soja dos Estados Unidos e vamos fazer isso"

Jean-Claude Juncker Presidente da Comissão Europeia

A União Europeia e os Estados Unidos concordaram em trabalhar no sentido de evitarem uma guerra comercial.

Horas antes do encontro, os sinais não eram positivos.

"Durante anos os Estados Unidos perderam milhões de dólares com a União Europeia e nós só queremos igualdade de condições" dizia Donald Trump.

"Nós somos parceiros próximos, aliados e não inimigos, temos que trabalhar em conjunto", respondeu o presidente da Comissão Europeia.

Tratou-se de um lembrete oportuno de Jean-Claude Juncker pois horas mais tarde os dois líderes davam sinais de um levantamento das tensões. Trump e juncker alinhados na necessidade de trabalharem em conjunto com vista à redução das barreiras comerciais.

"Chegámos a acordo, em primeiro lugar, em trabalhar com vista à imposição de tarifas zero, à eliminação de barreiras não tarifárias e eliminação dos subsídios nos produtos industriais à exceção da indústria automóvel" disse o presidente norte-americano.

Juncker respondeu afirmando que há espaço para diálogo.

"Concordámos em estabelecer diálogo sobre padrões. No que toca à agricultura, a União Europeia pode importar mais soja dos Estados Unidos e vamos fazer isso", disse o líder europeu.

As promessas afastam o que prometia acabar como uma enorme guerra comercial determinada por tarifas impostas pela administraçãoTrump sobre as exportações europeias de alumínio e aço e ameaças de imposição de tarifas sobre o sector automóvel.

Tudo sugere que Trump teria recuado nas ameaças em troca da União Europeia facilitar o acesso dos agricultores norte-americanos ao mercado europeu, principalmente depois da China ter imposto tarifas de 25%.

O encontro terminou com a impressão de que foram realizados progressos e Donald Trump não hesitou em elogiar o romance transatlântico.