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Funeral dos repórteres russos assassinados na RCA

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Funeral dos repórteres russos assassinados na RCA

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Os três jornalistas russos de televisão assassinados na República Centro Africana na semana passada foram a enterrar esta terça-feira em Moscovo. Orhan Dzhemal, Alexander Rastorguyev e Kirill Radchenko morreram durante a missão de investigar as alegadas atividades ilegais de uma firma militar privada, a Wagner.

Os três trabalhavam para a TsUR, um grupo online de comunicação, financiado pelo dissidente e antigo magnata da industria do petróleo, Mikhail Khodorkovsky.

"Planeamos fazer uma reportagem sobre os interesses russos na republica centro africana. Existe uma empresa militar privada que foi enviada para treinar forças locais. E depois, a Rússia tem interesses na indústria do ouro, diamantes, urânio", diz Andrei Konyakhin, chefe de redação da TsUR.

O ministério russo das Relações Externas anunciou que os repórteres entraram no país como turistas.

“A embaixada forneceu-nos os questionários que eles preencheram na representação em Moscovo. O motivo da visita foi "turismo". Nós também verificámos se preencheram outros documentos ligados às atividades jornalísticas. Foi nos dito que não foram emitidas acreditações ou guias para o transporte de material de vídeo", declarou a porta-voz, Maria Zakharova.

A empresa no centro da investigação dos jornalistas está alegadamente ligada a Yevgeny Prigozhin, um empresário de São Petersburgo também conhecido como o 'chef' de Putin, pelas suas estreitas ligações com o Kremlin. Prigozhin é alvo de sanções dos Estados Unidos por alegada manipulação das eleições norte-americanas de 2016.

Em relação aos jornalistas, há poucos detalhes sobre como e quem os matou. Eram experientes.

Os 'capacetes azuis' em missão no país africano encontraram os corpos baleados e o veículo abandonado, a norte de Sibut, na Prefeitura de Kemo".