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Eles vão lá em cima buscar energia

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De  Euronews
Eles vão lá em cima buscar energia

<p><strong>Os aparelhos voadores tradicionais costumam poluir a atmosfera. Mas, no centro militar onde era a antiga base aérea da Ota, perto de Lisboa, está a ser testado um novo dispositivo que gera energia limpa à medida que voa.</strong></p> <p>Para já, é em terra que repousa o balão que constitui o resultado de um <a href="http://www.omnidea.net/hawe/">projeto europeu de produção de energia eólica</a> (<span class="caps">HAWE</span> – High Altitude Wind Energy). Mas preenchido com 180 metros cúbicos de gás inerte, este imenso cilindro torna-se mais leve do que o ar. Pedro Silva, engenheiro mecânico da Omnidea, explica-nos que <em>“o objetivo desta plataforma aérea é conseguir captar os ventos a alta altitude e conseguir aproveitar essa energia para a trazer para uma estação terrestre. Basicamente, esta estrutura está cheia de hélio e quando entra em rotação consegue gerar uma grande força de sustentação aerodinâmica.”</em></p> <p>Os aerogeradores ou moinhos habituais são alimentados pelos ventos próximos do solo. Já este protótipo não requer uma estrutura fixa e alcança as intensas correntes de ar que circulam a altitudes mais elevadas. <em>“Desta forma conseguimos ir buscar o vento a dois quilómetros de altitude onde é oito vezes mais forte. E é mais constante. Portanto conseguimos captar mais energia com este sistema”</em>, afirma Pedro Silva. </p> <p>O módulo possui motores elétricos que permitem estabilizar o aparelho e produzir o chamado Efeito Magnus, um fenómeno de alteração de rotação que aumenta a força de impulso. Tiago Pardal, responsável da Omnidea, descreve o processo: <em>“À medida que roda, e estando sujeito ao vento, cria uma força aerodinâmica semelhante à asa de um avião, tenta levantar voo. Ao levantar voo, começa a puxar um cabo que termina num guincho. À medida que o tambor desenrola o cabo, faz rodar o gerador e produz eletricidade.”</em></p> <p>Este grupo de investigadores está a agora a desenvolver hélices que podem acrescentar funcionalidades caraterísticas dos drones ou então funcionar como pequenas turbinas para gerar mais energia. <em>“Este veículo pode ser usado como uma plataforma aérea para qualquer tipo de aplicação. Uma das mais óbvias é a instalação de câmaras térmicas para a deteção de fogos. Como também pode ser uma plataforma permanente, pode utilizar-se a câmara para uma observação constante”</em>, aponta Renato Salles, engenheiro de sistemas da Omnidea/FCT.</p> <p>Este protótipo gera uma média de trinta quilowatts. O objetivo seguinte consiste em juntar vários balões para compor um só sistema que permita multiplicar várias vezes esse número.</p>