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Nano tecnologia no restauro e conservação das maiores catedrais europeias

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De  Euronews
Nano tecnologia no restauro e conservação das maiores catedrais europeias

<p>A recuperação e conservação da herança arquitetónica europeia é o objetivo do estudo Nano-Cathedral. Cinco monumentos representativos de diferentes exposições climáticas e de pedras usadas na construção foram incluídas nesta investigação.</p> <p>A catedral de Pisa, em Itália, e a de Santa Maria, em Vitória-Gasteiz, Espanha, foram as eleitas para representar os monumentos expostos ao clima mediterrânico litoral e continental do sul da Europa. </p> <p>A catedral de Santo Bavão, em Gent, na Bélgica, a de São Pedro e Maria, em Colónia, na Alemanha, e a de Santo Estêvão, em Viena, na Áustria, foram escolhidas para representar os monumentos expostos ao clima litarl e continental do Norte da Europa.</p> <blockquote class="twitter-tweet" data-lang="pt" align="center"><p lang="es" dir="ltr">“Nanotecnología para que las piedras respiren”. <a href="https://twitter.com/CatedralVitoria"><code>CatedralVitoria</a> y el proyecto <a href="https://twitter.com/Nanocathedral"></code>Nanocathedral</a>, con Leandro Cámara.<a href="https://t.co/ZuRWyrBHOq">https://t.co/ZuRWyrBHOq</a></p>— Juanma Gallego (@juanmagallego) <a href="https://twitter.com/juanmagallego/status/683564936967143424">3 de janeiro de 2016</a></blockquote> <script async src="//platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script></p> <p>A reportagem de “Futuris”, da <b>euronews</b> visitou as catedrais de Pisa e Viena. </p> <p>Em, Itália, a atual fase de restauro começou há quatro anos, com recurso a técnicas tradicionais. O que pode mudar em breve, graças à ajuda da química e da ciência dos materiais.</p> <p>A vasta variedade de pedras usadas desde o século XI na construção desta catedral italiana está a ser restaurada por ferramentas hoje em dia comuns como o “laser”. Mas os restauradores estão também já a experimentar a nanotecnologia.</p> <div align="center"><iframe src="https://www.facebook.com/plugins/post.php?href=https%3A%2F%2Fwww.facebook.com%2Fpermalink.php%3Fstory_fbid%3D1744007615615529%26id%3D1159069134109383&width=500" width="500" height="501" style="border:none;overflow:hidden" scrolling="no" frameborder="0" allowTransparency="true"></iframe></div></p> <p>Um produto com nanopartículas inovadoras é aplicado e os efeitos são monitorizados. Este processo tem o objetivo de consolidar o interior das pedras. Neste caso, mármore.</p> <p>“O mármore tem uma porosidade reduzida e isto obriga-nos a usar partículas nanométricas para conseguirmos penetrar bem dentro dessas porosidades e garantir ao mesmo tempo uma certa transpiração e uma certa eficiência do tratamento”, explica-nos a engenheira civil italiana Roberta Cela.</p> <p>Químicos de um projeto europeu de pesquisa desenvolveram consolidantes como o carboneto de cálcio, que se obtém pela mistura de óxido de cálcio, água e dióxido carbono. Pequenas nanopartículas suspensas na solução são capazes de penetrar as pedras e cimentar a estrutura degradada.</p> <p>“É importante que estas partículas tenham a mesma natureza química das pedras em tratamento para que, ao longo do tempo, estas partículas não atravessem diferentes processos físico mecânicos que possam levar as pedras a partirem-se”, revela Dario Paolucci, químico da universidade de Pisa. </p> <blockquote class="twitter-tweet" data-lang="pt" align="center"><p lang="it" dir="ltr">Nuovi <a href="https://twitter.com/hashtag/nanomateriali?src=hash">#nanomateriali</a> per la tutela dei monumenti di pietra: quando la <a href="https://twitter.com/hashtag/scienza?src=hash">#scienza</a> incontra l'arte <a href="https://t.co/4MHyzRBMHw">https://t.co/4MHyzRBMHw</a> <a href="https://twitter.com/hashtag/Nanocathedral?src=hash">#Nanocathedral</a></p>— OggiScienza (@OggiScienza) <a href="https://twitter.com/OggiScienza/status/837585037952417792">3 de março de 2017</a></blockquote> <script async src="//platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script></p> <p>Para conhecermos a aplicação deste nano projeto aos monumentos do norte da Europa, visitámos também a catedral de Santo Estêvão, em Viena. Observámos a avaliação das características mecânicas das pedras usadas.</p> <p>Como as amostras históricas disponíveis para estudo são limitadas, os cientistas tiveram também de descobrir como “envelhecer” amostras de pedras comuns para poderem ter mais opções.</p> <p>Cientistas dos materiais, Matea Ban contou-nos terem sido tentadas “abordagens diferentes como a congelação, sais e ácidos”. </p> <p>“Decidimos apostar no envelhecimento termal. Aquecemos a pedra a certas temperaturas. Os minerais no interior expandem-se em certas direções e quando se expandem desenvolvem tensões com os minerais adjacentes e partem-se. Nós precisamos dessas fendas para sabermos como as consolidar”, explicou-nos Matea Ban.</p> <blockquote class="twitter-tweet" data-lang="pt" align="center"><p lang="es" dir="ltr">La II reunión técnica <a href="https://twitter.com/Nanocathedral"><code>Nanocathedral</a> concluye visitando la <a href="https://twitter.com/hashtag/catedral?src=hash">#catedral</a> gracias a <a href="https://twitter.com/hashtag/viena?src=hash">#viena</a> <a href="https://twitter.com/hashtag/gante?src=hash">#gante</a> <a href="https://twitter.com/hashtag/oslo?src=hash">#oslo</a> <a href="https://twitter.com/hashtag/colonia?src=hash">#colonia</a> <a href="https://twitter.com/hashtag/pisa?src=hash">#pisa</a> <a href="https://t.co/MEbp3uX2Or">pic.twitter.com/MEbp3uX2Or</a></p>&mdash; Catedral Santa Maria (</code>CatedralVitoria) <a href="https://twitter.com/CatedralVitoria/status/677855739227017217">18 de dezembro de 2015</a></blockquote> <script async src="//platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script></p> <p>Os consolidantes são então aplicados em diversos tipos de calcário, arenitos e mármore, representantes das várias pedras usadas na construção das catedrais europeias. Os investigadores procuram propriedades precisas nos candidatos a consolidantes.</p> <p>“Em primeiro lugar, o consolidante tem de ser bem absorvido pela pedra. Depois, no decurso da respetiva evaporação do solvente, o material consolidante tem de penetrar num local preciso na estrutura da pedra, mas não deve encolher demasiado — todos os materiais encolhem quando secam e os consolidantes também. Os consolidantes têm de ser bastante aderentes aos grãos da pedra, mas não devem sufocar os poros da pedra”, avisou o petrólogo Johannes Weber, da universidade de artes aplicadas de Viena.</p> <p>Mais testes em superfícies reais estão em curso. Os investigadores esperam poder vir a conseguir uma melhor proteção e promoção da herança cultural europeia.</p>