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Terror em Paris: O filme dos acontecimentos

O ataque à redação do jornal satírico francês Charlie Hebdo fez pelo menos 12 mortos, incluindo alguns dos maiores caricaturistas do país.

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Terror em Paris: O filme dos acontecimentos

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Eram cerca das 11 e meia da manhã em Paris quando dois, ou provavelmente três homens encapuçados e vestidos de negro, armados com esingardas automáticas Kalashnikov, chegaram num Citroën DS preto à porta da sede do jornal Charlie Hebdo.

Dois deles entram na redação e disparam indiscriminadamente sobre os jornalistas, desenhadores e um polícia presentes no local.

Um vídeo amador mostra o momento em que um polícia, entretanto chegado ao local, é assassinado, em plena rua, antes dos assassinos fugirem no mesmo Citroën em que chegaram (ver vídeo acima / imagens editadas).

O balanço, para já, é de 12 mortos – entre eles dois polícias e quatro desenhadores-vedeta do Charlie Hebdo. O diretor Charb, que seria o principal alvo do atentado, e ainda Cabu, Wolinski e Tignous. Há também 11 feridos, dos quais quatro em estado grave.

O Charlie Hebdo vinha há muito a ser alvo de ameaças, por causa dos desenhos polémicos contra o integrismo religioso, em particular caricaturas do profeta Maomé. Em 2011, um incêndio criminoso tinha destruído a anterior sede.

Começou então uma caça ao homem: Os terroristas pararam o Citroën perto da Porte de Pantin, uma das entradas na via periférica de Paris. Dispararam sobre o carro de polícia que os perseguia, roubaram um outro automóvel, alegadamente um Renault Clio branco e fugiram, conseguindo despistar a polícia.

As autoridades prometem uma perseguição sem descanso e um castigo exemplar para os culpados.

O plano antiterrorista francês, Plan Vigipirate, foi aumentado para o nível mais elevado, o nível de atentado.