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Governo belga reforça medidas anti-terrorismo

Os dois jihadistas mortos pela política belga esta quinta-feira estariam a preparar um ataque contra as forças de segurança do país. A informação foi

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Governo belga reforça medidas anti-terrorismo

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Os dois jihadistas mortos pela política belga esta quinta-feira estariam a preparar um ataque contra as forças de segurança do país. A informação foi avançada pelas autoridades belgas depois das buscas que decorreram nas últimas horas na casa dos dois indivíduos, que tinham regressado da Síria há pouco tempo. O grupo anti-terrorismo encontrou armas de guerra, explosivos, dinheiro e fardas de polícia.
Os dois homens foram mortos durante um tiroteio, na cidade de Verviens, perto da fronteira com a Alemanha e a Holanda.

Entretanto, outros quinze suspeitos foram detidos em várias cidades belgas, incluíndo duas pessoas em França. As autoridades revelaram que todos os detidos tinham cidadania belga.

Já esta quinta-feira à noite, o nível de alerta tinha sido elevado para nível 3, numa escala de quatro. Durante a noite, grande parte das esquadras de polícia da capital belga estiveram de portas fechadas. Várias escolas judaicas belgas foram encerradas esta sexta-feira por precaução. Teme-se que sejam alvo de ataques dos extremistas islâmicos.

Doze medidas contra o terrorismo na Bélgica

Durante uma conferência de imprensa realizada esta manhã em Bruxelas, o primeiro-ministro belga, Charles Michel, afirmou que o governo vai avançar com doze medidas anti-terrorismo no país. Desta lista consta por exemplo, adaptação da legislação com sanções mais efectivas. Criação de uma nova infração no código penal sobre as deslocações ao estrangeiros com objetivos terroristas. O governo quer também retirar bilhetes de identidade ou passaportes a indivíduos que possam representar um perigo para sociedade e que queira viajar a partir da Bélgica. O executivo pretende ainda congelar os bens de pessoas suspeitas que possam estar a financiar o terrorismo. Todas estas medidas devem entrar em vigor no prazo de um mês.
Além disso, o primeiro-ministro garantiu que o exército está disponível para ajudar neste combate.