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Usain Bolt confirma adeus às pistas após o verão de 2017

O jamaicano vai concentrar-se apenas nas provas de 100 metros e apostar em baixar o atual recorde de 9,58 segundos

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Usain Bolt confirma adeus às pistas após o verão de 2017

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Começou a contagem decrescente para o adeus às pistas de atletismo do homem mais rápido do planeta. Usain Bolt agendou o final do verão de 2017 como o ponto final de uma carreira que até agora lhe vale os recordes do Mundo dos 100 (9,58 segundos), 200 (19,19 segundos) e 4×100 metros (36,84 segundos), para lá de seis medalhas de ouro olímpicas.

A confirmação está numa entrevista publicada este sábado pelo jornal inglês Daily Mail, na qual admite que inicialmente estava decidido a sair de cena no próximo ano após os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro. “Esse era o plano. Mas o meu patrocinador [n.: a marca desportiva Puma] pediu-me para continuar mais um ano, até Londres 2017. Vou participar apenas num tipo de evento, os 100 metros. Já falei com o meu treinador. Posso concentrar-me nisso e numa retirada triunfal”, afirmou o jamaicano, de 28 anos.

O objetivo de Bolt é simplesmente continuar a bater a recordes e somar medalhas. Um dos sonhos é tornar-se no melhor atleta de todos os tempos. Melhor mesmo que o seu grande ídolo, o pugilista Muhammad Ali/ Cassius Clay. “Seria fantástico. É para isso que trabalho. Ao longo dos anos tenho dito que quero tornar-me numa lenda e ser lembrado como um dos melhores desportistas de sempre”, confessou.

Será possível, entretanto, fazer melhor nos 100 metros que os 9,58 registados em Berlim, nos mundiais de 2009? “Bem, é preciso haver corridas. Se tudo decorrer bem esta época, na minha vida tudo é possível. Posso apresentar-me em boa forma e esta época ser maravilhosa”, anteviu um dos mais otimista e bem dispostos atletas do Mundo.

Adepto do Manchester United, mas não “deste” de Louis van Gaal, Usain Bolt lamentou, nesta entrevista, nunca ter tido a oportunidade de jogar como profissional – “teria sido um bom extremo canhoto”, garante. Lembra que chegou a treinar-se ao lado do argentino Sergio Agüero, uma das estrelas do rival Manchester City, mas concluiu que o futebol não era para si. Pelo menos, não em Inglaterra: “Não estava sequer a nevar, mas estava tanto frio que disse para mim mesmo: ‘Não te podes meter nisto, ‘e ridículo’. Tudo o que queria, também, era jogar na equipa de Alex Ferguson, mas ele reformou-se”.

É, aliás, como o antigo treinador do Manchester United que Usain Bolt planeia sair de cena: como campeão. Em 2017.