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Conselho Europeu debate medidas para evitar novos dramas no Mediterrâneo

O Conselho Europeu extraordinário em Bruxelas, esta quinta-feira, tem como objetivo evitar novas tragédias com migrantes no Mediterrâneo.

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Conselho Europeu debate medidas para evitar novos dramas no Mediterrâneo

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Um minuto de silêncio pelas vítimas do devastador naufrágio de domingo no mar Mediterrâneo. Foi assim que os chefes de Estado e governo dos 28 abriram a reunião extraordinária do Conselho Europeu, esta quinta-feira, em Bruxelas.

Em cima da mesa, um plano de dez ações para travar o tráfico de seres humanos nas rotas da emigração clandestina para a Europa.

À chegada, o primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, declarou que “a tragédia em Lampedusa e a realidade chocante que se enfrenta diariamente no mar Egeu sublinham a necessidade da União Europeia desenvolver uma política migratória eficaz e humana, baseada na solidariedade – sobretudo para com os países junto ao Mediterrâneo”.

Porém, a possibilidade de distribuir de forma mais equitativa os refugiados e os requerentes de asilo não é vista com bons olhos por todos.

David Cameron, o primeiro-ministro britânico, disse que ia colocar à disposição um navio militar, três helicópteros e dois navios patrulha “sob determinadas condições”, sublinhando que as pessoas resgatadas terão de ser “levadas para o país seguro mais próximo, provavelmente a Itália”, e não poderão pedir asilo ao Reino Unido.

À margem da cimeira e a alguns passos do Conselho Europeu, a Amnistia Internacional organizou um “cortejo fúnebre” para denunciar o que chamou de “vergonhosa resposta” da Europa ao drama no Mediterrâneo.

Enquanto isso, os responsáveis europeus debatiam o eventual reforço das operações de busca e salvamento no mar e a possibilidade de uma operação militar inédita destinada a destruir os barcos dos traficantes.