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Hungria suspende aplicação da Convenção de Dublin

A Hungria decidiu suspender, temporariamente, a aplicação da Convenção de Dublin, sobre pedidos de asilo, documento assinado pelos Estados-membros da

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Hungria suspende aplicação da Convenção de Dublin

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A Hungria decidiu suspender, temporariamente, a aplicação da Convenção de Dublin, sobre pedidos de asilo, documento assinado pelos Estados-membros da União Europeia, em 1990.

As autoridades locais alegam “problemas técnicos”, o porta-voz do governo diz que “o barco está cheio”, a UE já pediu a clarificação dos motivos que levaram o país a tomar esta decisão.

Em 2014 entraram, na Hungria, 40 mil imigrantes, a maioria ruma a outros Estados da União Europeia mas, segundo a lei, eles devem regressar ao país pelo qual entraram no bloco europeu e é aí que devem pedir asilo.

Muitos imigrantes, como um marroquino, Ahmed, percorrem quilómetros a pé. Ele chegou à Europa através da Grécia, num longo e difícil caminho, passou pela Macedónia, depois pela Sérvia e foi assim que entrou na Hungria. Ele, como muitos outros pensam encontrar aqui o seu porto seguro, mas não. Pela lei, ele tem de regressar à Grécia.

A Hungria está, aliás, a estudar a possibilidade de construir um muro, com quatro metros de altura e 175 quilómetros de comprimento, ao longo da sua fronteira com a Sérvia, para impedir os imigrantes de entrarem no seu território.