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Porque chegam tantos migrantes e refugiados à Europa?

Desde o início de 2015, mais de 300 mil migrantes e refugiados atravessaram o mar Mediterrâneo rumo à Europa, contra os 219 mil do total do ano

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Porque chegam tantos migrantes e refugiados à Europa?

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Desde o início de 2015, mais de 300 mil migrantes e refugiados atravessaram o mar Mediterrâneo rumo à Europa, contra os 219 mil do total do ano passado, segundo dados divulgados, esta sexta-feira, pelo Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR).

As travessias para a Europa custaram a vida de 2500 pessoas.

Em entrevista à Euronews, Eugenio Ambrosi, o diretor da Organização Internacional para as Migrações, em Bruxelas, explica porque é que os migrantes estão a vir, nesta altura, para a Europa?

Eugenio Ambrosi, Organização Internacional para as Migrações: “Uma justificação é, claro está, a época do ano, porque grande parte da maioria destas pessoas atravessa o mar Mediterrâneo. Por isso, com o verão e com o mar relativamente calmo, o número de pessoas que tenta alcançar o litoral da Europa aumenta por causa das condições climatéricas.

As razões principais na origem deste fluxo prendem-se com o que estamos a testemunhar em outra parte do mundo, que não está muito longe da Europa: há cinco anos que assistimos à guerra na Síria. A deslocação interna e externa dos sírios continuou a crescer ao longo destes cinco anos. Os países da região são sobrecarregados com o número de refugiados vindos da Síria. Por isso, obviamente, muitas pessoas procuram alternativas, tentando rumar a norte e alcançar a Europa através de várias rotas.

Existe instabilidade no norte de África. Neste momento, a Líbia não tem um sistema de governo eficiente. Existem outros focos de violência na África subsariana, que também empurram as pessoas para norte. Depois, existe ainda uma parte considerável de migrantes que chegam à Europa vindos de países em que a situação económica e o nível de pobreza são de tal ordem que para tentarem sobreviver têm de procurar, juntamente com as famílias, uma alternativa em outro lado.”