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Comissão Europeia quer aproximar política migratória e de desenvolvimento

Em Malta, onde arrancou, esta quarta-feira, a cimeira de líderes europeus e africanos, em nome de uma resposta coletiva à crise migratória, o

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Comissão Europeia quer aproximar política migratória e de desenvolvimento

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Em Malta, onde arrancou, esta quarta-feira, a cimeira de líderes europeus e africanos, em nome de uma resposta coletiva à crise migratória, o comissário europeu para a Cooperação Internacional e Desenvolvimento reforçou a importância de uma “maior aproximação entre políticas de migração e de desenvolvimento.”

Nevem Mimica falou em entrevista exclusiva à Euronews.

James Franey, euronews – Muitos países ocidentais fizeram promessas idênticas para fazer frente às causas na origem da migração no passado. Qual é a diferença desta vez?

Neven Mimica, comissário para a Cooperação Internacional e Desenvolvimento – O que realmente queremos ver desta vez na agenda da migração é a maior aproximação entre políticas de migração e de desenvolvimento. O que significa que o nosso derradeiro objetivo é chegar a um ponto em que a migração vai funcionar para o desenvolvimento e vice-versa. Nesse contexto, precisamos de ter instrumentos mais específicos, mais direcionados, como o fundo fiduciário. Permite-nos estar bastante concentrados em projetos concretos.

euronews – Não se trata, antes, do facto de que muitos países dos quais as pessoas estão a partir, como a Somália ou Eritreia, por exemplo, serem nações com um historial em matéria de desrespeito dos direitos humanos. Possivelmente, quantia alguma de dinheiro destinado ao desenvolvimento mudará isso?

NM – Diria que não temos outra escolha a não ser desenrolar os programas de desenvolvimento em paralelo. Não podemos evitá-lo e não devemos parar o diálogo sobre este tipo desenvolvimento da migração apenas porque existem riscos através dos quais não seríamos capazes de influenciar os direitos humanos e o ambiente democrático no nossos países parceiros.

euronews – De que forma é que se monitora o destino deste dinheiro. Onde é que se vai gastar exatamente este dinheiro. Vai para os governos, ou será diferente?

NM – Não pretendemos e não planeamos ter apoios orçamentais diretos através de canais do governo para financiar os projetos de desenvolvimento. Preferimos atuar através dos nossos parceiros na implementação destes programas. Os nossos parceiros são as organizações da sociedade civil, as organizações não-governamentais e as agências nacionais de desenvolvimento dos Estados-membros nacionais.