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Migrantes e refugiados: Uma distinção a gerar revolta nas fronteiras balcãs

O bloqueio à passagem pelos Balcãs dos migrantes sem estatuto de refugiados está a provocar a revolta na fronteira entre a Grécia e a Macedónia.

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Migrantes e refugiados: Uma distinção a gerar revolta nas fronteiras balcãs

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O bloqueio à passagem pelos Balcãs dos migrantes sem estatuto de refugiados está a provocar a revolta na fronteira entre a Grécia e a Macedónia. A incapacidade de gerir os numerosos fluxos de pessoas em trânsito desde a Grécia levou a Eslovénia, a Croácia, a Sérvia e a Macedónia a limitar o acesso apenas a refugiados.

Milhares de migrantes oriundos de Marrocos, do Irão ou do Paquistão reclamam da discriminação sofrida face a sírios, iraquianos ou afegãos, considerados refugiados e, por isso, exigem autorização para prosseguir viagem. Pelo menos 7 pessoas decidiram, em protesto, declarar greve de fome, costurar os próprios lábios com fio de “nylon” e bloquear uma linha de caminho-de-ferro.

(845.893 migrantes incluindo refugiados chegaram pelo mar à Europa.
3519 morreram ou estão desaparecidos.)

Os migrantes reclamam autorização para também seguirem viagem rumo ao centro e norte da União Europeia. “Eu tenho uma pergunta: Qual é a diferença entre o povo iraniano e os outros?”, gritou Remza, um migrante iraniano, que pedia ajuda para poder seguir viagem.

Mais a norte, na fronteira entre a Croácia e a Eslovénia, o rigor inverno começa a fazer-se sentir cada vez mais entre os migrantes. O governo esloveno foi um dos primeiros a decretar a autorização de entrada apenas a quem fosse reconhecido o estatuto de refugiado. A decisão evoluiu em bola de neve pelos países da rota balcânica de migração e está a bloquear milhares de pessoas em centros de acolhimento.

(ONU relata o apertar dos controlos fronteiriços para refugiados na Sérvia, na Macedónia e na Croácia.)

No campo de Slavonski Brod, na Croácia, por exemplo, os migrantes e refugiados têm contado com o apoio de diversos grupos humanitários. A agência da ONU para os refugiados, em colaboração com a Organização Internacional para a Migração e a UNICEF, avisa que os recentes bloqueios de migrantes nos Balcãs estão a tornar-se insustentáveis e perigosos para os mais necessitados, nomeadamente, as crianças.