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Regime e oposição sírios mostram-se inflexíveis em Genebra

O acordo político para pôr fim ao conflito sírio parece, para já, estar tão distante no terreno quanto em Genebra. A delegação de negociadores do

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Regime e oposição sírios mostram-se inflexíveis em Genebra

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O acordo político para pôr fim ao conflito sírio parece, para já, estar tão distante no terreno quanto em Genebra.

A delegação de negociadores do regime rejeitou hoje as condições exigidas pelo maior grupo da oposição para iniciar as discussões indiretas na segunda-feira.

O Alto Comité para as Negociações, apoiado pela Arábia Saudita e pelos EUA, exigiu a libertação das mulheres e crianças detidas pelo regime e o acesso da ajuda humanitária às zonas sitiadas, antes do início das conversações.

Segundo o porta-voz do grupo, Salim al-Muslat:

“Para nós é importante que os mantimentos começem a ser distribuídos às crianças que morrem à fome e que as famílias e as mulheres sírias estejam seguras nas suas casas, longe dos bombardeamentos russos”.

Os representantes da oposição foram acolhidos, este domingo, pelo enviado da ONU, Stefan de Mistura, antes de uma primeira reunião que deverá decorrer até ao final do dia.

As conversações decorrem num clima de desconfiança, quando o chefe da delegação do regime sírio voltou a denunciar a interferência estrangeira sobre uma oposição formada por sírios, segundo ele, “geneticamente modificados”.

“O objetivo é obviamente o de participar num diálogo entre sírios para relançar um processo político exaustivo, à luz da resolução 2254 da ONU, sem pré-condições e sem interferência estrangeira”, segundo Bashar Ja’afari.

As negociações, para já indiretas, deverão começar na segunda-feira e poderão prolongar-se por seis meses. O tempo necessário para conseguir um acordo sobre uma nova constituição, um governo transitório e novas eleições dentro de 18 meses.