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Acordo UE-Turquia em vigor, criticado por organizações humanitárias

O controverso acordo para a gestão da crise migratória entre a União Europeia e a Turquia entra em vigor este domingo, sob as críticas de

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Acordo UE-Turquia em vigor, criticado por organizações humanitárias

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O controverso acordo para a gestão da crise migratória entre a União Europeia e a Turquia entra em vigor este domingo, sob as críticas de organizações humanitárias.

As autoridades turcas começaram a intensificar as operações de patrulhamento do mar Egeu e no sábado intercetaram 316 migrantes que tentavam chegar à ilha grega de Lesbos.

O acordo estipula que todos os migrantes “irregulares” que cheguem à Grécia a partir deste domingo serão reenviados para a Turquia e concede mais três mil milhões de euros de apoio a Ankara, facilita a consessão de vistos e o acelerar das negociações para a adesão do país à UE.

Em Idomeni, na fronteira da Grécia com a Macedónia, estão acampadas 13 mil pessoas, das quais quatro mil são crianças.

O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) denuncia as condições degrandantes em que vivem os migrantes neste acampamento provisório. “A miséria humana atingiu o seu ponto culminante na Europa, as condições em Idomeni são degradantes”, afirmou um porta-voz do ACNUR no local. Chove em Idomeni desde à vários dias e as terras estão alagadas, as pessoas vivem na lama, na humidade e no frio. 60% dos migrantes são mulheres e crianças.

O Comité de Socorro Internacional, organização criada em 1933, por sugestão de Albert Einstein, para reconstruir zonas de guerra e ajudar refugiados, divulgou no sábado um comunicado no qual denuncia a falta de ética do acordo UE-Turquia:

“O Comité de Socorro Internacional considera que este acordo só vem aumentar o caos e tornar a situação ainda mais indigna. A ideia de reenviar as pessoas da Grécia para a Turquia não é ética”, sublinhou Lucy Carrigan, porta-voz da organização.